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 Brincadeira: inventar história 1

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Alicy
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MensagemAssunto: Brincadeira: inventar história 1   19/6/2017, 00:44

Oi! Eu queria fazer uma espécie de brincadeira: inventar histórias. Assim: eu começo criando uma história, e aí qualquer pessoa a continua, e assim vai, à medida que as pessoas vão postando. A única regra é que uma mesma pessoa não pode postar novamente até que outras cinco pessoas tenham postado, a menos que o tópico passe um mês sem novas postagens. Então, vou começar:

[créditos à DC Comics]

Até o dia do ataque, Elisabeth Morel achava ser uma garota normal.
Estava acostumada a viver no mar. Passava o dia todo naquele navio, junto com o pai, um biólogo marinho, e alguns outros cientistas. Mas não daquele jeito.
O dia começou normal como qualquer outro: o capitão comandando o navio, os biólogos analisando criaturas marinhas, mergulhando, voltando, classificando e todas aquelas coisas que biólogos fazem, e Martin, filho do Régio e o único outro adolescente a bordo, dando em cima da garota.
- E aí, Lisa? Tem certeza que não é uma sereia? Com esse corpão, como você pode não ter saído do mar?
Martin não era o garoto mais belo do mundo. Rosto assimétrico, dentes tortos, cheio de espinhas, rechonchudo. Parecia ter um sorriso bobo permanente na cara. A aparência não incomodaria Elisabeth, se não fosse por sua insistência em assediá-la, todos os dias. Ela não se sentia nenhum pouco a vontade, nem quando ele dava uma simples cantada, nem quando convidava para fazer... bem, aquilo que pessoas supostamente juntas faziam durante as noites românticas. Elisabeth não sentia vontade, nunca sentiu, e nunca se sentiu atraída por ele. Nem por ninguém, mesmo tendo dezoito anos.
- Você devia dar uma chance para ele - dizia seu pai. - Você deveria dar uma chance para alguém. Você é bonita, afinal de contas.
Elisabeth não concordava, mas segundo os padrões, seria mesmo bonita. Possuía cabelos dourados compridos e ondulados, rosto simétrico, pele clara e olhos lilases. Mas, mesmo assim, não concordava com padrões.
- Pai - disse ela -, você sabe que isso é estúpido.
Seu pai deu um sorriso contido.
- Já pensou em sair desse navio e tentar morar em uma cidade, ou algo assim?
Elisabeth suspirou.
- Para onde eu vou ir? - disse ela.
Seu pai deu um sorriso.
- Não importa. O que importa é que você consiga um lugar.
Ele sempre era assim. Tentava confortá-la o tempo todo, deixá-la feliz. Era o típico pai companheiro. Quer dizer, ela gostava quando os dois se sentavam juntos e liam sobre as criaturas mais bizarras do fundo do oceano, mas ela simplesmente queria que ele parasse de dar conselhos. Só um pouquinho.
Martin ainda estava com aquele sorriso bobo na cara.
- Oras - disse ele. - Eu sei que você gosta de mim.
- Vai embora - protestou Elisabeth.
E então veio o ataque.
O navio oscilou. Som de bombas sendo disparadas. Estouros em todas as direções. E então do mar emergiu um exército de homens e mulheres em armaduras douradas e prateadas estranhas, como aquelas encontradas em ficção científica.
Um deles, de armadura prateada e que parecia mais velho, pulou no navio. Elisabeth ficou com medo, pensando em chamar o capitão, mas ele já seguia para o interior da cabine, onde estava seu pai. Ele pegou o velho pela gola da camisa e perguntou:
- Onde está o artefato?
O sr. Morel sacudiu a cabeça, alarmado.
- Não sei do que está falando.
Elisabeth correu até o seu pai, tentando agarrar o estranho.
- Solta meu pai!
O soldado prateado lhe deu uma braçada na cara, o que a fez tombar no chão. Ela não sabia que uma pessoa seria capaz de uma braçada tão forte.
O mundo girou. A borda de sua visão escureceu. De repente a única coisa que via era o teto da cabine e rosto do estranho, um sorriso de escárnio.
- Ora, ora - disse ele -, temos uma feiticeira. Não sabia que ainda haviam algum de vocês por aqui.
Elisabeth gemeu.
- Não sou uma feiticeira! - protestou ela. - Sou só uma garota normal. Não sei do que você está falando.
Ele riu.
- E tão presunçosa. Você nem deveria estar aqui. Vai para o campo de concentração, onde é o seu lugar.
- Fique longe da minha filha! - protestou o Sr. Morel.
O soldado prateado dirigiu um sorriso a ele.
- Ora, está com medo de levarmos a aberração? - caçoou ele. - Pois escolha, humano. A aberração, ou o artefato?
O pai de Elisabeth parecia assustado. Não sabia o que dizer. O tal artefato parecia importante. Mas ele a amava. Ela sabia disso.
Ele se virou para a garota, e disse silenciosamente: fuja.
E Elisabeth entrou ação. Ela se levantou, deu um chute na canela do inimigo com uma força que não sabia que era capaz, e que aparentemente lhe causou bastante dor, pois ele se agachou e agarrou o tornozelo. E então se virou, saiu da cabine, empurrou uns outros dois guardas no caminho, depois empurrou mais um quatro, correu até a amurada e saltou no oceano. Ela não sabia por que fez isso. Só sabia que algo dentro de si pulsava, assegurando que fazer isso era seguro, que nada de ruim iria acontecer. Quando caiu na água, só sentiu uma cosquinha no corpo e um "ventinho" frio. Ela nadou para longe, embaixo d´água, com uma velocidade que não sabia que era capaz.
Só depois de uns vinte metros perceberia que estava, literalmente e naturalmente, respirando embaixo d´água.



(Ok, isso ficou meio loooongo, mas eu sou perfeccionista e gosto de histórias bem escritas se bem que isso ficou muito breve, tipo uma crônica né. Enfim, fiquem à vontade para continuar!)
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Fujoshi
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MensagemAssunto: Re: Brincadeira: inventar história 1   19/6/2017, 01:43

Aquilo não estava acontecendo, só podia ser um sonho... Pessoas não devem respirar debaixo d'água, exércitos estranhos não surgem do nada de dentro do mar. Sim, era definitivamente um sonho.
Mas então por que ela não conseguia acordar?

Elisabeth parou de nadar e subiu até a superfície, não conseguindo organizar direito os seus pensamentos.
Assim que ela saiu da água, respirou fundo, mas não estava sem fôlego, o que mostrava que ela ainda não havia acordado - ela insistia para si mesma que era um sonho, por mais que tudo nela gritasse que não era.
Virou-se para trás e se surpreendeu com a distância que havia nadado, o navio estava muito pequeno e longe, e ela podia vê-lo desaparecer debaixo da água.

- Não! - Exclamou ao ver o navio afundar rapidamente, então ela fechou os olhos com força. - Eu não quero isso. Acorde! - Ela abriu os olhos logo depois, só para notar em desespero que nada à sua volta havia mudado. - Não, não. Acorde! Acorde! Por que não consigo acordar?! - "Porque não é um sonho..." sua mente lhe sussurrou.

Mas ela não queria acreditar naquilo, não queria acreditar que seu pai estava afundando agora junto com aquilo navio para uma morte inescapável.
Então ela lembrou-se do soldado.

O soldado queria algo de seu pai, então talvez ele não tivesse deixado-o morrer, mas as chances disso ter acontecido eram mínimas.
Ela deveria voltar? Seu pai havia deixado claro que queria que ela fugisse. Além disso, aquele soldado lhe chamou de feiticeira e ameaçou lhe levar. Mas ela não era feiticeira, não tinha como ela ser... Talvez se ele percebesse isso, ele os deixassem ir.
Esse pensamento pareceu uma grande piada, ela sabia que aquilo definitivamente não ia acontecer.


Elisabeth levou a mão ao rosto e o segurou, respirando fundo e tentando clarear sua mente tão confusa. Ela estava com medo, ela estava nervosa e ela estava perdida. O que deveria fazer? O que podia fazer?

Olhou em volta outra vez, vendo que se encontrava no meio do mar, sem nenhuma pista de para onde ir ou de onde estava, e o seu navio terminando de desaparecer na água escura do oceano.

Se desesperou. Aquele navio era a única coisa que podia ver, e era onde seu pai e todos os outros estavam. Ela não podia deixar aquilo afundar e se perder na correnteza. Voltar parecia ser sua única opção.
Então era isso que faria.

Decidida, soltou seu rosto, respirou fundo e fechou os olhos antes de mergulhar outra vez. Assim que sua cabeça afundou, ela abriu os olhos.
Ela havia respirado em baixo d'água há poucos minutos, mas ela não sabia como havia feito aquilo, ou mesmo se havia realmente feito aquilo. Temerosa, soltou sua respiração lentamente, e então inspirou um pouco, esperando a água entrar em seu nariz e ela começar a sufocar (o que seria o lógico de acontecer), mas ao invés disso, ela sentiu algo gelado invadir seu peito e um arrepio percorrer sua espinha. Foi uma sensação incrível, nunca se sentiu tão bem apenas por respirar.

Elisabeth respirou a água mais algumas vezes, então finalmente olhou para a frente e começou a nadar. Outra vez, ela se surpreendeu com a própria velocidade, ela parecia se deslocar tão naturalmente que era como se não houvesse nada ao seu redor. Ela pensava cada vez mais em chegar logo ao navio, depositando todas as suas esperanças nessa única e minúscula chance, a adrenalina parecia correr em suas veias e a impulsionar cada vez mais rápido.

Então, de repente, algo puxou seu braço e ela viu seu corpo ricochetar na água, parando de uma só vez. A primeira coisa que percebeu, foi que havia uma mão em volta do seu pulso. Virou-se rapidamente para ver quem era, mas antes que pudesse sequer olhar a pessoa, duas mãos envolveram seu rosto, tapando seus olhos, nariz e boca.
Elisabeth se debateu, mas não conseguiu se soltar. Então ela impulsionou seu pé e chutou na direção do seu braço, ouvindo uma exclamação de dor e tendo seu pulso solto. Mas assim que ia atacar a pessoa atrás de si, ela sentiu um choque em suas costas e seu corpo perdeu as forças, e em menos de 3 segundos, ela perdeu a consciência.



Adorei sua ideia, está aí minha continuação, espero ter ficado legal kkkk Bem, agora é esperar mais 5 pessoas ou então um mês para escrever de novo. Continuem pessoas, estou curiosa para saber como a história vai ficar  língua
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Pensamento ...

MensagemAssunto: Re: Brincadeira: inventar história 1   19/6/2017, 20:05

Quando Elisabeth acordou, se viu em um lugar escuro. Tateou as coisas ao redor e percebeu que estava deitada em uma cama de pedra. levantou-se e explorou a área. Estava dentro de uma cela.
Vários pensamentos povoavam a cabeça da jovem garota. Não conseguia mais definir o que era realidade. Se torturou com pensamentos dentro daquela cela por um tempo indeterminado. Não tinha nenhum relógio e a luz do sol ou da lua não chegava naquele cubículo fechado.
Escuridão total. Silêncio total. Elisabeth já não sabia mais se estava viva. Duvidava de tudo o que havia acontecido desde a invasão do navio. Duvidava de tudo o que aconteceu na sua vida desde que nasceu. Já não tinha certeza de nada.

Teria ela sequer existido?
improvável.

Quando o desespero já tinha quase tomado completamente o seu ser um som pode ser ouvido.

Era uma voz?
Não.
Eram várias.

diziam algo?
Não.
Apenas gritavam.

Finalmente as luzes se acenderam. Ela realmente estava em uma cela, por entre as grades, conseguia ver mais coisas. O mundo havia se expandido e surgiram algumas certezas. Poucas, mas o suficiente para manter a sanidade.
Os gritos voltarão e lhe arrancaram a pequena gota de alegria que havia surgido com o acender das luzes. A sua frente conseguia ver um chão de madeira e abaixo dele havia agua. Estava em um porto. Aqueles que gritavam eram homens de armadura. Como aqueles que haviam atacado o seu navio. Eles passavam correndo em frente a sua cela.

Mas do que fugiam?  

Sua resposta foi obtida quando um vulto escuro emergiu rapidamente da agua, se agarrou as costas de um dos soldados e lhe desferiu um seria de facadas na cabeça, em seguida, mergulhou novamente. Foi tudo tão rápido que os outros soldados não conseguiram esboçar nenhum tipo de reação. O cadáver do soldado caiu em frente a sua cela. Permitindo que ela pudesse ver o rosto desfigurado do infeliz.

O massacre continuou. Seu campo de visão era muito pequeno. Só podia escutar gritos e tiros. Depois de um tempo tudo caiu de volta ao silêncio.

O que será que aconteceu?
Vieram me resgatar?
impossível.

O vulto escuro emergiu mais uma vez dentro do seu campo de visão e começou a se aproximar. Parecia e não parecia humano. Assustada Elisabeth decidiu gritar:

- Quem é você?

O vulto continuou em silêncio enquanto se aproximava. Agora era possível definir o que era. Uma roupa de mergulho. O responsável pelo massacre estava dentro de uma roupa de mergulho.

Será que ele pretende me matar?
Ou veio me resgatar?

A garota estava com medo. As grades que, antes, representavam sua prisão, agora, eram a única coisa que a mantinha a salvo do assassino.

Ele continuou se aproximando, encostou nas grades, e se espremeu por entre elas, apesar de ser bem maior do que o espaço que havia disponível.

Ele estava comigo agora. Dentro da cela. Tentei chuta-lo como havia feito com o soldado, mas o seu corpo era estranhamente escorregadio. Acabei me desequilibrando e cai no chão.

O mergulhador estendeu a mão e me ajudou a me levantar.
Eu estava segura?
Ele colocou gentilmente a mão no meu pescoço e foi movendo-a até chegar a parte de trás da minha cabeça.
A ultima coisa que me lembro era a parede se aproximando cada vez mais do meu rosto.

Não haviam duvidas.
O mergulhador empurrou minha cabeça contra a parede.

Perdi a consciência.

Elizabeth acordou novamente. Já não aguentava mais desmaiar. Desta vez estava deitada em uma cama de verdade. percebeu que estava em um quarto desconhecido. Encontrou um espelho na parede e, depois de tanto tempo, pode ver seu rosto. Seu nariz estava quebrado com a ponta torta para direita e seu incisivo superior direito estava quebrado.

Infelizmente a garota não teve tempo de se preocupar com isso, pois a maçaneta do quarto acabara de ser aberta.

OBS 1: Escrever da um trabalho absurdo.
OBS 2: Peço perdão se tiver algum erro de coesão ou coerência no meu trabalho. fiquei com preguiça de corrigir.
OBS 3: Essa brincadeira foi uma ótima ideia. Parabéns por ter pensado nisso.
OBS 4: Desculpe se eu estraguei a história de alguém.
OBS 5: Se alguém estranhou a mudança de narração repentina de terceira pessoa para primeira. Existe um nome para isso, mas não me lembro dele. Basicamente é uma técnica pra  forçar o leitor a se colocar no lugar do personagem durante momentos de muita tensão. (Não sei se fiz certo, Mas o que ta feito ta feito)
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