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 Um demissexual e o relacionamento!

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Oromë
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MensagemAssunto: Um demissexual e o relacionamento!   4/12/2015, 09:58

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Última edição por Oromë em 1/1/2017, 13:33, editado 1 vez(es)
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Vicky_Larsen
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   4/12/2015, 12:04

Caro Oromë, me vi tanto em certas partes, e pior que isso, estou em depressão há sete meses pelo mesmo motivo, como já tive depressão aos 11~12 anos, aquelas sensações ruins já não eram novidade para mim. Mas foi pior, pois agora conto com a anedonia. 

SETE malditos meses que tento me reerguer(sou persistente) e provar que estou certa.

Sei que muitos me dirão que cada um tem seu tempo, mas eu pensava que lá pelos 4 meses já seria capaz de ver o sentimento diminuir. Pois não diminuiu. Ainda o amo da mesma forma.

Eramos ambos Demissexuais, e havia sim atração sexual, nossos obstáculos eram outros (a distância entre nossos estados, nos extremos do país, e a negação do que ele sentia por mim), obstáculos pela qual eu estava complemente disposta a lutar [já havia decidido], mas ele escolheu dizer não. E me jogou na cara os motivos da "impossibilidade"(era um conformado com a vida)

Escolheu me cortar da sua vida [redes sociais e outros meios de comunicação], e me disse que mudaria de estado em breve. Disse me que nunca foi um relacionamento, se era "somente" amizade, por que ele teve de mudar de estado e parar de falar comigo? Como alguém pode gostar de você e depois dizer isso como se fosse nada?

O pior foi a sensação das várias pendências inacabadas que ele nunca mais se deu ao trabalho de terminar, fiquei com a sensação de vazio, tentando resolver algo que só eu estava tentando resolver. Na última vez que conversamos(Também há poucos dias), falei sobre a depressão e declarei novamente meus sentimentos por ele, bem, ele ignorou e não respondeu com veracidade alguma. Disse me que foi tudo uma ilusão, que não havia chance nenhuma de nos relacionarmos e que a depressão sumiria se eu me focasse em outras coisas. Fui vítima de gaslighting (pesquise o termo na Internet).

Também era uma pessoa muito alegre, brincalhona, ainda estou[sou] otimista, mas o resto não há mais, estou irreconhecível para várias pessoas. Ainda quero resolver e não desisto fácil, sigo meus instintos mais do que as palavras dolorosas de quem amo.

Quando li seus comentários, sabia que tinha uma história parecida com a minha.

(Continua...)


Última edição por Vicky_Larsen em 4/12/2015, 12:45, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   4/12/2015, 12:31

Oromë, esse negócio de amizade vs Relação é sério, no meu caso, parecíamos mais amigos, mas eramos mais que isso.
Eu e ele nunca fomos aquele clichê de romance, eu não me importava por presentes, cartões e mãos dadas, de início ele tentou se esforçar para fazer isso, mas quando contei que eu também não curtia, ele se sentiu muito mais a vontade e paramos com isso.

Sou romântica, não falo de orientação, mas sou uma pessoa muito romântica mesmo. Gostava da atmosfera de amizade e afeto que tinhamos, do carinho(e muito mais) e da parte sexual. Assim como você, ele também cozinhava para mim, e fazia muito bem, por exemplo, mas nas últimas semanas da relação me recusou, e isso me machucou demais. 

Gosto de apreciar paixão no limite, então quando você percebe que está em depressão é um choque vivência aquele limbo emocional (nem tristeza nem alegria, só existindo).

Sei que não é fácil para você, nunca é, procure alguém que tenha o mesmo perfil romântico que você, eu nunca deixarei de buscar essa pessoa, seja ele ou outro.

(Adorei o gif que é seu rodapé, tão metafísico quanto minha mente)

[Fim...]
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   5/12/2015, 01:13

Assim como você se viu em muito do que eu disse, também me vi em muito do que você disse.
Na última conversa, também me declarei, falei como estava me sentindo, mas recebi apenas indiferença. Repentinamente a importância que eu achava que tinha, deixou de existir.

E tal como você, minha relação parecia amizade, mas era bem mais que isso, porém eu nunca senti necessidade de cartões, presentes, afeto em público e coisas do tipo, já ela desejava isso o suficiente, pra que eu fizesse pra vê-la feliz. Apreciei muito o tempo que passei com ela e achei que seria muito mais fácil me desprender desse sentimento, mas não está sendo. As coisas não ficaram  totalmente esclarecidas entre nós, só eu estava tentando resolver, acertar. Sinto que também fui vítima de gaslighting, que você citou. Ela dizia não se lembrar de ter dito certas coisas ou que eu havia entendido errado, que eu estava confuso, o que acho bem improvável.

Sou completamente romântico também, eu aprecio a companhia, compartilhar interesses, o carinho, o cuidado, etc. Mas parece que isso não é suficiente pra maioria das pessoas ou nem mesmo consideram isso uma forma de amar.

Mas enfim, fiquei realmente contente de encontrar alguém com sentimentos e estado de espírito que estou no momento. Apenas de saber que alguém está passando exatamente pela mesma coisa que você, já é reconfortante.
Você está certa, não é fácil, mas vou insistir em buscar essa pessoa, sem desespero, sem pressa, mas mantendo a esperança que irei encontrar.

*Parece que realmente temos o mesmo Karma.
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Romântico
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   5/12/2015, 10:06

Oromë escreveu:
Olá!

Resolvi contar aqui o que venho passando na minha vida e que tem relação direta com a assexualidade.

"Eu namorei durante 6 anos, era um namoro a distância, ela em São Paulo, eu em Minas. Foi minha primeira namorada e a única mulher a qual eu beijei e com quem tivemos a primeira vez, tanto a dela quanto a minha. Sempre que podíamos, revezávamos passando um mês na cidade do outro. No último ano passamos por problemas no relacionamento, quase terminamos. Decidimos em abril, depois de muita conversa e planejamento, que iríamos viver juntos. Depois dessa decisão, ela veio aqui a última vez e os problemas ficaram bem expostos.

Ela tinha um desejo sexual muito grande e eu não consegui corresponder da mesma forma que ela. Ela se sentia muito mal com isso, a autoestima dela ia lá no chão, por não se sentir desejada por mim. O que não era verdade, eu sentia sim e muito, mas não precisava fazer o tanto que ela, muitas vezes eu meio que a rejeitei, sem nem mesmo ver que estava fazendo isso. Dessa última vez que nos vimos, ficamos juntos durante um mês, fizemos poucas vezes, ela chegou a chorar por conta disso, porque realmente afetava a autoestima dela. Eu não consigo imaginar o que ela passou...

Mas ainda sim, acertamos tudo antes de ela ir embora, sobre morarmos juntos. Em setembro ela viria e eu estava disposto, realmente disposto, a equilibrar as coisas entre nós, ela até deixou muitas roupas aqui na minha casa, pra facilitar trazer suas coisas. Mas não foi o que aconteceu, em Agosto, um mês antes de ela vir definitivamente e um mês antes de fazermos 6 anos juntos, ela terminou comigo. Deixou bem claro os motivos, foi principalmente a falta de sexo e pelo fato de não se sentir desejada por mim.
Eu desabei, ela era tudo pra mim. Era a única pessoa que eu tinha na minha vida, fora minha família, e planejamos tantas coisas juntos, até a faculdade faríamos juntos, cada detalhe daquele futuro que nós teríamos, nós planejamos.

Ainda sim, tentei me manter forte com o término e em conversas que tivemos, ela disse claramente, que pensava muito em voltar e me deu muitas esperanças disso. Mas dois meses depois, ela já estava ficando com outra pessoa, agora quatro meses depois, ela já está praticamente namorando com ele (fazendo de tudo, se me entendem). Tivemos uma conversa a pouco tempo e segundo ela, isso tem sido ótimo, ela finalmente se sente desejada, está ótima agora. - por um momento, pensando nela, eu fico feliz, mas pensando em nós e em mim, isso acaba comigo, me magoa profundamente -
Pra mim, isso isso acabou com qualquer chance e esperança de voltarmos, pra que ela iria voltar pra um relacionamento comigo, sendo que ela se sente melhor sem mim?

Ela também sempre reclamou que eu não demonstrava sentimentos, sempre dizia: ''Você me trata como amiga, não como namorada". Eu sou tímido, então demonstrar afeto (beijar, no caso) em público era difícil pra mim, ficava com vergonha e isso era importante pra ela. Durante o relacionamento, não nos beijávamos muito, não nos 'pegávamos' como ela tanto queria. Pra ela, tudo isso era estranho, era errado, 'Como assim ele não quer me beijar?'. Pra ela, foi uma barra muito grande passar por tudo isso, me sinto mal pelo que ela teve que passar por eu ser assim.

Mas eu demonstrava meu amor de forma diferente, eu cuidava dela. Eu sempre cozinhava algo que ela queria, sempre buscava conversar com ela, saber como ela estava, ouvir ela. Me interessava muito pelas coisas que ela gostava, me adentrei no mundo dela, nos livros que ela lia, nas músicas que ela ouvia. Eu sempre estive ali, ao lado dela, nos problemas com a família, nos problemas com a saúde dela. Sempre que ela precisou de mim, eu fui ajuda-la. Nada disso eu fiz por dever, fiz porque eu me importava, porque eu amava ela. Ela sempre dizia que um era namorado muito bom, o problema era o fato de eu ser assexual. Mas também reconheço que cometi muitos erros nesse relacionamento, seja por imaturidade, seja por comodidade.

Tentei inúmeras vezes explicar como eu me sentia, que não a via só como amiga de forma alguma, que eu era assim
e também não me sentia bem com isso, mas ela nunca conseguiu entender. Insisti que iria mudar, fazer diferente, me esforçar pra equilibrar as coisas, tentei muito durante esses quatro meses reatar com ela, sem sucesso. Eu gostaria que não fosse, mas ela era muito importante na minha vida. Era a única pessoa com quem eu conversava, tínhamos gostos parecidos, jogávamos jogos on-line juntos, fazíamos tudo juntos, praticamente. Agora todo o ânimos pra fazer essas coisas, desapareceu.

Fora ela, eu tenho dois amigos que muito pouco converso, por estarem fazendo faculdade em outra cidade, mas nunca me abri com nenhum deles. Já ela, tinha muitos amigos e amigas, ela teve quem saísse com ela, quem a ouvisse, quem a apoiasse, rapidamente ela superou e seguiu em frente, eu não.
Enfrentei isso sozinho, me achando forte, quando por dentro, eu estava me destruindo. Mas eu não tinha opção, eu estava sozinho, não tinha a quem recorrer.
Já se passaram quatro meses desde que terminamos, tem sido complicado passar por isso.

Eu costumava ser alegre e apesar de tímido, eu sempre estava rindo, me divertindo. Mas depois da última vez que conversamos, poucos dias atrás, e ela me contou como ela estava, como havia me superado e cortou qualquer chance de voltarmos, eu fiquei apático. O golpe foi grande demais pra mim, perdi a vontade de fazer qualquer coisa, estou me sentindo mal por ser assim, por ser assexual (Demissexual na verdade).

Bom, é isso, desculpem o texto enorme e se você chegou até aqui, obrigado por ter lido.
Sou meio receoso quanto a me abrir, mas decidi dar uma chance pra fazer isso.
Espero que ajude outras pessoas a fazerem o mesmo.

Já namorei à distância, sei o quanto é difícil...
só comecei porque faltavam 2 anos para ela concluir a faculdade,
e ela pretendia cursar pós em São Paulo.
Ou seja, superado esse período, moraríamos na mesma cidade, e talvez juntos.
Entretanto nosso namoro acabou após alguns meses.
Quando uma das partes não se dispõe a se mudar pra mais perto da outra,
a curto ou médio prazo, não é sonho, mas sim ilusão.

Quanto à compatibilidade sexual, é importante, assim como a das personalidades.

Identifiquei-me com a parte destacada em itálico. É típico de Ágape (sugiro a leitura do texto que postarei abaixo).

Espero que vc se recupere!

[]'s

------------------------------------------------------------

A LÓGICA DA PAIXÃO

"Eros é a paixão romântica dos poetas. Envolve forte atração física e desejo sexual. Acontece de repente e pode terminar de modo abrupto. O apaixonado não consegue controlar esse sentimento, intenso e irracional - gasta, no mínimo, 4 horas por dia pensando no ser amado, segundo uma pesquisa feita recentemente na Itália. Quem experimenta essa sensação inebriante não mede conseqüências. Só uma coisa importa: ser correspondido. Esse é o amor presente em nove entre dez filmes de Holywood.

Em Ludus, o amor é uma brincadeira que muitas vezes se limita a uma única noite. O desafio da conquista é mais atraente do que a pessoa que se tenta seduzir. O conquistador evita os compromissos. Pode cultivar mais de uma relação ao mesmo tempo. Mesmo quando a relação é duradoura, ele busca encontros fugazes durante o período. Se você gosta de sexo mas nunca se apaixonou, ou se tenta uma paixão nova a cada duas semanas, seu tipo pode ser Ludus.

Certos romances começam de uma maneira tão gradual que os parceiros nem sabem dizer quando. Histórias assim se enquadram no estilo Storge, nome da divindade grega da amizade. A atração física não é o principal. Nada de noites incandescentes. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os românticos desprezam esse tipo de ligação. Mesmo assim, nas pesquisas os amantes do tipo Storge (também conhecido como Philos) revelam satisfação com a vida afetiva.

Pragma, como diz o nome, é o estilo de quem valoriza o lado prático das coisas. O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparenta ter futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré requisitos para o parceiro ou parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos?

Quem já experimentou uma ligação amorosa do tipo montanha-russa, um dia nas nuvens e outro no fundo do poço, conhece o estilo Mania. É a paixão obsessiva e ciumenta. O indivíduo sempre acha que não é amado tanto quanto ama. Requer provas de amor inesgotáveis e é capaz de loucuras para chamar a atenção do ser amado. Tem tanto medo do abandono que o parceiro acaba indo embora de verdade. ´Mania é o lado escuro de Eros´, define a psicóloga americana Irene Frieze, da Universidade de Pittsburgh.

Ágape, em grego, significa generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse tipo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa."


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Oromë
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   6/12/2015, 00:54

Romântico escreveu:
Ágape, em grego, significa generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse tipo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa."

Romântico, suas respostas são sempre sensatas e de muita, muita ajuda mesmo.
Obrigado por ajudar tanta gente, inclusive eu, como você faz.

Muito interessante essas 'paixões', realmente me identifico com Ágape, que a primeira vista parece ser o amor genuíno. Tem um vídeo bem interessante que fala sobre amor, vou deixa-lo logo abaixo.

Tem legendas em português.

[/quote]
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Cypher
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   6/12/2015, 04:20

Ah, sempre cito esse vídeo do amor genuíno.

Oromë escreveu:
Bom, é isso, desculpem o texto enorme e se você chegou até aqui, obrigado por ter lido.
Sou meio receoso quanto a me abrir, mas decidi dar uma chance pra fazer isso.
Espero que ajude outras pessoas a fazerem o mesmo.

Olha, primeiramente eu que agradeço pelo relato.. agradeço em nome da comunidade, até. É muito importante quando alguém passa por coisa parecida, não se expõe pra ninguém e lê algo assim. Aquela sensação de solidariedade ao sentimento compartilhado às vezes tira a pessoa do buraco.

Eu me vi em muitas passagens aí, minha história não foi tão parecida mas quem tá na gama Ace sofre alguma incompatibilidade cedo ou tarde. Mas pelo que vi na citação do seu perfil e do vídeo postado acima, creio que você esteja no caminho certo.

É muito chato ver uma construção "cair" assim, mas podemos enxergar de forma diferente, sabe. Eu passei muito tempo preso ao sentimento por uma ex namorada (o relacionamento foi menos duradouro mas traduzindo ao contexto da época, ela era TUDO pra mim.. eu era muito carente e inexperiente, daí já viu, né) e não aceitei o término.. foram anos e teve tratamento com remédio, inclusive. Foi desconfortável, claro, mas a minha segurança em relacionamentos hoje se deve fundamentalmente a essa fase.

Sugiro que desconstrua a ideia de "término" e encare como "cumprimento de um ciclo". Considerar que os relacionamentos são fases que podem ou não durar uma existência inteira, caso existam. Ter a gratidão por tudo que foi passado e usar o tempo pra pensar no que foi aprendido ali, abandonar os SE's é importante também.

Isso tem funcionado pra mim. Não vou dizer que não há mais desafios, mas que tenho mais mecanismos pra enfrentá-los. Vou deixar aqui uma reflexão do Osho que postei em outro tópico recentemente, pra complementar o vídeo:

Osho escreveu:
"Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro ame a si mesmo.

Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, tudo bem; você está cheio, transbordando.

Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem - Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.

Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo

Em seguida, você pode passar para um relacionamento.

Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.

E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraído para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.

Quando dois mestres se encontram - mestres do seu ser, de sua solidão - felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.

Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro, eles compartilham.

Eles não utilizam o outro.

Em vez disso, pelo contrário, ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia."
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Vicky_Larsen
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   7/12/2015, 14:24

Oromë, concordo.
Também estou numa caminhada difícil, mas não há quem caminhe por nós (nem seria correto), sigamos com bravura.
Você deve ter Saturno em Oposição/Quadratura com Vênus, ou Saturno na casa I, não duvidaria.

Romântico, lembro que fiz um trabalho escolar onde eu falava sobre os tipos de amor para gregos antigos. Achei bastante interessante, na época.

É uma história interessante, eu comecei insegura e inexperiente, em curtos espaços de tempo, construi minha personalidade em solo conturbado, tive que amadurecer para sobreviver, e foi justamente por essas, que ainda estou de pé nessa parte da história. Creio que ele não me acompanhou, ou retrocedeu, e por isso me deixou.
E eu não posso caminhar por ele.
Como havia dito, se conformou.

Cypher, obrigado por compartilha seu relato também, ao contrário do Oromë, sou o tipo de pessoa que conta a vida inteira em um mês de amizade, que vive a citar suas próprias ideias, ler esses textos me faz pensar num futuro com mais possibilidades. Só não havia contado o meu a essa altura por que estava esperando um momento de paz (família) para escrever.

Creio que experimentei todos, excerto o de uma noite e Pragma (nem considero amor), por motivos óbvios. Ludus por conta da inexperiência humana: A caminho da verdadeira Agape!


Última edição por Vicky_Larsen em 7/12/2015, 21:41, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   7/12/2015, 14:56

Cypher escreveu:
Sugiro que desconstrua a ideia de "término" e encare como "cumprimento de um ciclo". Considerar que os relacionamentos são fases que podem ou não durar uma existência inteira, caso existam. Ter a gratidão por tudo que foi passado e usar o tempo pra pensar no que foi aprendido ali, abandonar os SE's é importante também.

Isso tem funcionado pra mim. Não vou dizer que não há mais desafios, mas que tenho mais mecanismos pra enfrentá-los. Vou deixar aqui uma reflexão do Osho que postei em outro tópico recentemente, pra complementar o vídeo:

Spoiler:
 
Eu tentando justamente ver dessa forma, o cumprimento de um ciclo. Tenho a impressão de que boas coisas estão por vir, de certa forma eu tenho começado a me sentir mais leve, menos acorrentado.
Interessante você citar Osho, esses dias eu estava lendo um texto sobre solidão e solitude e ele diz o seguinte:

Solidão é ausência do outro. Solitude é a presença de si mesmo. A solitude é muito positiva. É uma presença, uma presença transbordante. Você se sente tão pleno de presença que pode preencher o universo inteiro com a sua presença, e não há nenhuma necessidade de ninguém.

Obrigado Cypher.

Vicky_Larsen escreveu:
Oromë, concordo.
Também estou numa caminhada difícil, mas não há quem caminhe por nós (nem seria correto), sigamos com bravura.
Você deve ter Saturno em Oposição/Quadratura com Vênus, ou Saturno na casa I, não duvidaria.

De fato não há quem caminhe por nós e tal como aconteceu comigo, você e muitas outras pessoas, acabamos ficando sozinhos porque quem estava com nós, não quis acompanhar.
Ainda sim, não é preciso caminhar sozinho, podemos encontrar alguém que também esteja disposto a ter uma companhia nessa jornada.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   7/12/2015, 16:07

Cypher, sei lá, não consigo ver o amor dessa fez, por um tempo me empurrei esse conceito, mas ele só me jogou mais para baixo.Tudo funciona em ciclos, mas não dessa forma.

Creio que deve ser por odiar aquele pessoal que compara o amor [relacionamento amoroso, na verdade] a um carro, sendo o amor a gasolina. Pra mim soa muito idiota dizer que o amor esfria e você tem que encher de gasolina - com 'novos' momentos românticos clichê (aqueles filmes porcaria sobre crise de casamento estado-unidense).

Vejo o amor como um carroça a dois: Se quis estar lá, deve lembrar de sempre ir em frente, nunca estagnar, sempre tentar um sonho (viagem) novo, que somente um/a tentando levar a frente a carroça não funcionará por muito tempo, é que a carroça só é útil se ambas planejam chegar no mesmo lugar[patamar].

Ah, e se você tentar usar gasolina na carroça, dá merda...

O amor não acaba, as pessoas é que pensam nele como um objeto de jogo, como se você descobrisse aquele macete do jogo e pronto, você conseguirá o amor de qualquer pessoa da mesma forma que conseguiu o primeiro, com os mesmos passos e pra sempre. 

O amor não esfria, a pessoa se acomoda, se foca no trabalho e no que está distante esquece de quem ama, depois de certo tempo a pessoa amada para de ver o brilho que antes via com tanta clareza em você. É aí que entram certas traições, considero traições por motivos exclusivamente sexual algo completamente sujo, mas quanto as que incluem o emocional, faz muito sentido. 
Você não vê mais a sua pessoa ama, e, veja só, lá está seu amigo, que sempre sai com você, que tenta te jogar pro alto quando você está por baixo, que se preocupa em ter os mesmos interesse com você de vez em quando. 
Depois ainda há quem fique surpreso com aquelas pessoas que se separam e acabam iniciando um relacionamento com um[a] antig@ amig@. É alguém que sabe dos seus interesses e dos próprios interesses, então faz sentido.

Oromë, ouça sua intuição, não ouça o que ela lhe disse, já fui jogada pra baixo e agora não permito mais, você sabe o que quer e aquela vozinha sabida no seu inconsciente sabe como chegar.
Todas merecemos nos dar uma chance de fazer o certo.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   7/12/2015, 16:43

Vicky_Larsen, concordo com tudo o que dissestes, e me deu uma visão diferente da traição afetiva.. eu infelizmente já fiz isso lááá no passado (não me orgulho de jeito nenhum) mas suavizou meu sentimento de culpa. A moça me perdoou e eu quis terminar porque não me achei digno No . Mas enfim, hoje to bem e ela também.

Faltou eu deixar claro que eu não me referia ao término do amor e sim do cumprimento do ciclo de relacionamento, pra facilitar, o 'amor presencial' (? carência de termos  sério ). Quando lembro das pessoas com quem me envolvi e se permitiram ao amor, sinto um carinho difícil de controlar, dá vontade de apertar e conversar por horas. De fato fazemos isso, acredito que o AMOR seja por aí.

O grande problema é que o amor vem misturado com um monte de coisa, como o apego, que pode virar possessividade, que pode virar ciúme, por exemplo. Ou a paixão (necessária até certo ponto para atuação da lei da atração, por exemplo), que pode virar dependência, que pode virar obsessão. Sei que a ideia é radical mas eu particularmente consigo ser amigo com o mesmo carinho de sempre, viajar junto, dormir na casa do outro, sem que haja insinuações românticas ou sexuais.

Isso só serve como relato pessoal mesmo, tá longe do normal =| mas pode ser que a reflexão quebre paradigmas.


Vicky_Larsen escreveu:
Ah, e se você tentar usar gasolina na carroça, dá merda...

É bom ressaltar xD
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   7/12/2015, 18:00

Talvez nesse ponto me distancie de Agape, eu amo demais para depois aceitar ser só amigo, como se nada tivesse ocorrido.

Imagino que Oromë sabe do que falo, preferimos observar a pessoa de longe para saber como está do que fingir que está feliz sendo amigo dela enquanto a observa ser feliz vivenciando com outra pessoa.

No entanto, tenho que ressaltar na questão do equilíbrio, amor verdadeiro inclui por mudança e fazer evoluir aquilo que a pessoa amada tem de melhor, não ter que aceita-la de qualquer forma, ou seja, aceitar ser "só amigos" nem sempre é sinal de maturidade ou verdadeiro amor. Penso dessa forma.

Ele tem Nodo Lunar Sul em Virgem, o karma da falta de fé, como muitos nomeam. Se trata de alguém que viveu amores em vidas passadas, mas não prosseguiu em nenhum.

É alguém que provavelmente viveu de amizades, esquecendo que grupos começam com duas pessoas, provável que tenha se dedicado a ser monge mesmo que aquele não fosse o momento.

São essas causas que devem fazer com que a maioria pense que ele é assexual arromântico, porém tenho quase certeza que é Demissexual Demiromântico igual a mim.

Obrigado, Cypher! sorrindo

Por último:
Alguém aqui possui a imagem de um peixe em alguma das palmas da mão? Sempre quis saber disso.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   7/12/2015, 22:25

Vicky_Larsen escreveu:
Talvez nesse ponto me distancie de Agape, eu amo demais para depois aceitar ser só amigo, como se nada tivesse ocorrido.

Eu me afino com ela... É, essa tal de diversidade humana cheers

Vicky_Larsen escreveu:
Por último:
Alguém aqui possui a imagem de um peixe em alguma das palmas da mão? Sempre quis saber disso.

Permita-me a brincadeira mas na palma da minha mão só tem imagem de Tartaruga, no máximo Garças. No
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   7/12/2015, 23:02

Vicky_Larsen escreveu:
Talvez nesse ponto me distancie de Agape, eu amo demais para depois aceitar ser só amigo, como se nada tivesse ocorrido.

Imagino que Oromë sabe do que falo, preferimos observar a pessoa de longe para saber como está do que fingir que está feliz sendo amigo dela enquanto a observa ser feliz vivenciando com outra pessoa.

No entanto, tenho que ressaltar na questão do equilíbrio, amor verdadeiro inclui por mudança e fazer evoluir aquilo que a pessoa amada tem de melhor, não ter que aceita-la de qualquer forma, ou seja, aceitar ser "só amigos" nem sempre é sinal de maturidade ou verdadeiro amor. Penso dessa forma.

Ele tem Nodo Lunar Sul em Virgem, o karma da falta de fé, como muitos nomeam. Se trata de alguém que viveu amores em vidas passadas, mas não prosseguiu em nenhum.

É alguém que provavelmente viveu de amizades, esquecendo que grupos começam com duas pessoas, provável que tenha se dedicado a ser monge mesmo que aquele não fosse o momento.

São essas causas que devem fazer com que a maioria pense que ele é assexual arromântico, porém tenho quase certeza que é Demissexual Demiromântico igual a mim.


Obrigado, Cypher!  sorrindo

Por último:
Alguém aqui possui a imagem de um peixe em alguma das palmas da mão? Sempre quis saber disso.

De fato, eu não consigo continuar como amigo, prefiro me distanciar completamente e ainda sim, desejar o bem da outra pessoa. Eu amo demais pra ser somente amigo, prefiro ser livre de meio termos.
Há quem veja manter a amizade, como um ato de maturidade, mas concordo com a Vicky, não vejo puramente dessa forma. Se afastar pode ser um um ato de maior maturidade ainda.

Não sei se foi referido a mim a parte que sublinhei, mas se encaixa bem. Realmente eu não tenho muita fé, tendo a ser bem realista, até desconfiado.
E na última parte, você está totalmente certa.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   7/12/2015, 23:22

Oromë escreveu:
De fato, eu não consigo continuar como amigo, prefiro me distanciar completamente e ainda sim, desejar o bem da outra pessoa. Eu amo demais pra ser somente amigo, prefiro ser livre de meio termos.
Há quem veja manter a amizade, como um ato de maturidade, mas concordo com a Vicky, não vejo puramente dessa forma. Se afastar pode ser um um ato de maior maturidade ainda.

Entendo! Pensando bem, nesse post eu percebi que tenho que ter cuidado pra não traçar parâmetros do que é certo e o que não é ^^
Por exemplo, "eu amo demais pra ser somente amigo" dá a entender que quem segue essa via ama menos do que quem não consegue ser amigo. O meu comentário, por sua vez, deu a entender que quem sofre pelo término tem coisas ruins misturadas ao que eu chamo de amor.
(minha intenção não foi traçar conceitos, e acredito que a sua também não foi =P )

EU acredito que o amor seja um patamar que ainda estamos mais ou menos longe e, para atingi-lo, no decorrer das vidas temos insights do que seja, treinamos o amor pelo que chamamos de 'amor materno', 'amor fraterno', 'amor romântico', 'amor de amigo', até que as peças se juntem e de fato amemos em plenitude (vou usar a figura de Jesus só pra dar uma ideia)
Por que comentei isso? Pra passar a ideia de que opiniões assim estão atreladas profundamente à filosofia e às vezes à religião da pessoa.. enfim, no modo como cada um enxerga a vida e o mundo, seus dilemas e paradigmas próprios.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   8/12/2015, 00:00

Cypher escreveu:
Oromë escreveu:
De fato, eu não consigo continuar como amigo, prefiro me distanciar completamente e ainda sim, desejar o bem da outra pessoa. Eu amo demais pra ser somente amigo, prefiro ser livre de meio termos.
Há quem veja manter a amizade, como um ato de maturidade, mas concordo com a Vicky, não vejo puramente dessa forma. Se afastar pode ser um um ato de maior maturidade ainda.

Entendo! Pensando bem, nesse post eu percebi que tenho que ter cuidado pra não traçar parâmetros do que é certo e o que não é ^^
Por exemplo, "eu amo demais pra ser somente amigo" dá a entender que quem segue essa via ama menos do que quem não consegue ser amigo. O meu comentário, por sua vez, deu a entender que quem sofre pelo término tem coisas ruins misturadas ao que eu chamo de amor.
(minha intenção não foi traçar conceitos, e acredito que a sua também não foi =P )

EU acredito que o amor seja um patamar que ainda estamos mais ou menos longe e, para atingi-lo, no decorrer das vidas temos insights do que seja, treinamos o amor pelo que chamamos de 'amor materno', 'amor fraterno', 'amor romântico', 'amor de amigo', até que as peças se juntem e de fato amemos em plenitude (vou usar a figura de Jesus só pra dar uma ideia)
Por que comentei isso? Pra passar a ideia de que opiniões assim estão atreladas profundamente à filosofia e às vezes à religião da pessoa.. enfim, no modo como cada um enxerga a vida e o mundo, seus dilemas e paradigmas próprios.

Eu entendi sua intenção e como a minha, também não foi de pregar um conceito. Tal como é dito naquele vídeo, eu acredito no amor genuíno, onde esse amor é manifestado na forma de desejar o bem ao outro. ''Eu quero que você seja feliz, se for comigo tudo bem, se não for, tudo bem também."

Porém, mesmo desejando a felicidade a outra pessoa, eu não consigo me manter próximo por inúmeros motivos. O maior deles é porque eu  não me sinto bem com isso. Um exemplo: Você há muito tempo só toma sorvete de flocos, é o sabor que você mais ama. Um dia porém, não tem o de flocos, mas tem um diferente, um que não é o que você quer, você quer o de flocos.
Você pode se contentar com outro sabor ou não tomar sorvete nenhum.
É uma escolha pessoal, escolher tomar outro ou não, não vai diminuir o quanto você gosta do de flocos. E ai entra a última coisa que você disse, depende muito de como a pessoa vê a vida.

Discuti uma vez com um amigo sobre amor e traição, pra ele uma coisa não tem relação com a outra, não é porque você traiu que não ama. Já pra mim se houve traição, então não havia amor.
Citei isso porque eu jamais trairia alguém, é um ato que eu realmente desprezo. Mas outra pessoa pode não pensar assim. E não dá pra dizer o que é certo ou errado, só no que acredito ou não.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   8/12/2015, 04:28

Oromë escreveu:

(...)
Discuti uma vez com um amigo sobre amor e traição, pra ele uma coisa não tem relação com a outra, não é porque você traiu que não ama. Já pra mim se houve traição, então não havia amor.
Citei isso porque eu jamais trairia alguém, é um ato que eu realmente desprezo. Mas outra pessoa pode não pensar assim. E não dá pra dizer o que é certo ou errado, só no que acredito ou não.

Amor e traição não são, necessariamente, mutuamente exclusivos. Infelizmente é possível trair alguém que se ama ou amar alguém que nos trai. A grande confusão nesta discussão é que muitas vezes se misturam planos, compreensivelmente. O plano do amor e o plano do sexo.
Tendo isso em conta, é "fácil" provar como uma coisa e outra - amor e traição - não estão ao mesmo nível. A traição, como o próprio acto do sexo em si, é uma questão de impulso, enquanto o amor é uma espécie de contínuo. Para nós é um bocado difícil perceber isto porque não temos esses impulsos mas podemos fazer um esforço para entender a sua "forma geral".
Correndo o risco de me estar a adiantar e a simplificar um demasiado as coisas, eu diria que o amor não acontece, o amor é. Desta forma, e em jeito de sugestão, concluo: enquanto traídos, os amantes vêm na sua frente um retrato irrevogável daquilo que a sua idealização da relação não os deixou ver até ao momento; contentar-se com o que tem ou abster-se totalmente, talvez a escolha seja tão pessoal como escolher sorvete de flocos.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   8/12/2015, 23:22

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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   9/12/2015, 15:13

Oxi, pessoal, juro que não consigo ver respeito e cuidado em alguém que trai.Tipo, por umas horas, ela tá lá com a outra pessoa e pensa "relaxa, mas eu amo tu". Aff Isso pra mim não é amor. Salvo se você está num relacionamento abusivo, onde a mulher busque o melhor para si.

Você não escolhe quem ama, mas é plenamente responsável por seus impulsos sexuais. Vejo dessa forma.Se eu descobrisse que alguém que amo muito me trai[a], seria devastador. Ainda estou em questionamento parcial destas questões, mas gosto de pensar de que quando a pessoa ama você, e a pessoa lhe ama, você deverá luta para ficarem juntos, amizade, apenas se for o que restar MESMO.
Gostei por exposto sinceridade em suas respostas, Cypher. sorrindo
É uma discussão pela qual me interesso. 

O símbolo do peixe na palma da mão raro, dissem que bem poucas pessoas no mundo o possuem, eu possuo em cada palma. Representa sua última reencarnação nesse nível (planeta), a terra é um planeta de aprendizados e punições (no sentido de "Escola", não purgatório). Lembre que no início do cristianismo Jesus era representado por um peixe, não pela cruz. E ele "ressuscitava" para que prosperacem após isso.
O peixe e a garça fazem parte da quiromancia indiana.

Link_Cell , você comentou bem para alguém que não experimenta essas sensações em relação a romance.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   10/12/2015, 00:48

link_cell escreveu:
Oromë escreveu:

(...)
Discuti uma vez com um amigo sobre amor e traição, pra ele uma coisa não tem relação com a outra, não é porque você traiu que não ama. Já pra mim se houve traição, então não havia amor.
Citei isso porque eu jamais trairia alguém, é um ato que eu realmente desprezo. Mas outra pessoa pode não pensar assim. E não dá pra dizer o que é certo ou errado, só no que acredito ou não.

Amor e traição não são, necessariamente, mutuamente exclusivos. Infelizmente é possível trair alguém que se ama ou amar alguém que nos trai. A grande confusão nesta discussão é que muitas vezes se misturam planos, compreensivelmente. O plano do amor e o plano do sexo.
Tendo isso em conta, é "fácil" provar como uma coisa e outra - amor e traição - não estão ao mesmo nível. A traição, como o próprio acto do sexo em si, é uma questão de impulso, enquanto o amor é uma espécie de contínuo. Para nós é um bocado difícil perceber isto porque não temos esses impulsos mas podemos fazer um esforço para entender a sua "forma geral".
Correndo o risco de me estar a adiantar e a simplificar um demasiado as coisas, eu diria que o amor não acontece, o amor é. Desta forma, e em jeito de sugestão, concluo: enquanto traídos, os amantes vêm na sua frente um retrato irrevogável daquilo que a sua idealização da relação não os deixou ver até ao momento; contentar-se com o que tem ou abster-se totalmente, talvez a escolha seja tão pessoal como escolher sorvete de flocos.
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Discordo. Ainda que aja impulso, há sempre alguém puxando o gatilho desse impulso. Quando se está dentro de uma relação monogâmica, justificar traição dessa forma é no mínimo querer tirar a responsabilidade do ato de cima de si mesmo.
Coisas como ''Eu não pude me controlar'' ''Foi mais forte do que eu'' e etc, sequer descaracterizam o desvio de caráter de uma pessoa. Não estou dizendo que por ter traído a pessoa deixa de ser honesta, mas sim que naquele momento, ela não foi com a pessoa a quem ela diz amar. E quem ama cuida, se preocupa em como os seus atos vão afetar a outra pessoa, quem ama se importa com o outro.
Quem trai, tem plena consciência do que está fazendo e em como isso irá atingir a outra pessoa.

Como eu disse antes, isso é algo pessoal. Diretamente relacionada a forma de amar de uma pessoa, na minha forma de amar, traição é imperdoável. Confiança é importante em qualquer tipo de relacionamento, a traição não só destrói essa confiança, como se certifica de que ela nunca mais seja reconstruída.
Que fique claro que essa é a minha visão das coisas, não uma verdade absoluta.

@Vicky
Peixe eu não tenho, mas possuo em ambas as mãos um triângulo, o anel de Salomão e a linha da intuição.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   10/12/2015, 17:25

Vicky_Larsen escreveu:
Oxi, pessoal, juro que não consigo ver respeito e cuidado em alguém que trai.
(...)

Oromë escreveu:
Discordo. Ainda que aja impulso, há sempre alguém puxando o gatilho desse impulso. Quando se está dentro de uma relação monogâmica, justificar traição dessa forma é no mínimo querer tirar a responsabilidade do ato de cima de si mesmo.
Coisas como ''Eu não pude me controlar'' ''Foi mais forte do que eu'' e etc, sequer descaracterizam o desvio de caráter de uma pessoa. Não estou dizendo que por ter traído a pessoa deixa de ser honesta, mas sim que naquele momento, ela não foi com a pessoa a quem ela diz amar. E quem ama cuida, se preocupa em como os seus atos vão afetar a outra pessoa, quem ama se importa com o outro.
Quem trai, tem plena consciência do que está fazendo e em como isso irá atingir a outra pessoa.

Como eu disse antes, isso é algo pessoal. Diretamente relacionada a forma de amar de uma pessoa, na minha forma de amar, traição é imperdoável.
(...)

Lamentavelmente eu creio que não me fiz perceber bem. E pelos vistos até a referencia à tua própria metáfora do sorvete de flocos se perdeu. Vou admitir que foi por culpa minha, pelo modo como me expressei.

Eu não estou, em momento algum, a defender ou justificar a traição, dizer que é um acto de respeito e cuidado, ou fazer qualquer outro tipo de juízo de valor.
A única coisa que eu estou a fazer é reconhecer o que é a traição, e tentar perceber qual a diferença entre traição e amor. "Só" isso.

Afirmar que "trair = não amar" é estar a meio caminho de afirmar que "não trair = amar"... E isso pode ser problemático, tanto porque trair não é a única maneira de deixar de amar, como porque põe em causa a própria definição do amor, sugerindo que este seja mais uma prisão do que uma libertação - mas eu nem vou entrar por aí. Antes, deixa-me apenas evidenciar algumas contradições que podem emergir dessa equivalência directa.

Permite-me utilizar um antigo chavão e dizer que: tudo acontece por uma razão. Uma traição não é apenas culpa da pessoa que trai, mas também do seu parceiro que é traído. E não, não estou a insinuar de que os amantes devam andar por aí a colocar trelas ou algemas uns aos outros para se controlarem. Antes, quero apenas dizer que as situações têm todo um contexto que não deve ser descartado - as coisas boas, as coisas más, as coisas conquistadas e as coisas por conquistar.

Afirmar que alguém que me trai está automaticamente fora da minha relação é o mesmo que dizer que eu sou tão perfeito que não é possível haver espaço para derrotas - o que é, na realidade, o mesmo que dizer também que não há espaço para novas conquistas.

Neste momento, vejo me obrigado a quebrar a minha imparcialidade para ver se me faço entender bem: estar num relacionamento é uma constante evolução.

Relação: ação relativa (em função do outro).
Deste modo poderíamos dizer que o relacionamento
de Ted e Alice é uma dupla função:
f(T)=A*x / f(A)=T*x

Para mim a questão nunca é justificar a traição, é saber o que se faz com ela.

Mas ainda volto um passo atrás. Esta equivalência directa é tão perigosa que acaba por criar, até especialmente para nós assexuais, um verdadeiro dilema do relacionamento (what's up, self-topic reference!). Se Sexo = Amor, então Não Sexo = Não Amor... wait, what!?

Vicky_Larsen escreveu:
(...)
Você não escolhe quem ama, mas é plenamente responsável por seus impulsos sexuais.
(...)

Arrisco dizer que esta é uma posição injustamente confortável para um assexual se colocar. Para além de criar um grave problema lógico: qual a justificação que tem o Sr. Injustificável (o Amor) para pedir ou dar justificações de alguma coisa, quer seja à Sra. Traição ou até mesmo a si próprio!

Bottom line is: nós somos feitos de escolhas. Não somos omnipotentes ou omnipresentes, por mais que queiramos acreditar nisso. E acima de tudo somos dotados da capacidade de escolha - até mesmo de querermos continuar a crescer ou não enquanto pessoas e amantes. É possível "justificar" uma traição, mas para mim, mais importante é compreendê-la. Não querer compreender e exigir um justificado término imediato da relação é uma escolha, e legítima enquanto tal.


______________

Peço antecipadamente desculpa pela minha conduta se ela ferir algumas susceptibilidades. E, Oromë, muitos parabéns pelo teu tópico/depoimento - é preciso coragem -, tenho estado a acompanhar e já quis intervir antes. Revi-me em vários dos episódios relatados.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   10/12/2015, 19:04

Pô, Link, "responsabilidade por impulso a sexuais" se aplica a sexuais também.Posso ter me expressado mal.

Usarei um exemplo perigoso:
Um homem pedófilo [ou seja, que possui um desvio sexual], sente atração exclusiva por, digamos, meninas, ao contrário do que muitas pessoas pensam, é capaz de controlar-se e, não só isso, obviamente não sente atração por todas as meninas do mundo. A maioria dos abusadores escolhe o alvo e o momento do abuso a dedo. (Podendo esperar até meses até ter a chance)

Óbvio que é muito mais fácil você abusar de uma criança de 7 anos que de uma pessoa com 27 anos, mas isso só torna o erro deste ainda mais grave.

Quanto a traição, se trata de uma escolha ainda mais consciente, visto que este não acometido por uma doença:
Uma pessoa que diz amar-te, no momento da traição, escolheu a pessoa e o momento do ocorrido. Traição de relacionamento é crime? Não. É complicado? Sim.

Não acho que todas as traições do mundo sejam "coisa de gente ruim", mas maior parte é. Lembre-se que vivemos numa sociedade machista, a maioria dos homens heteros que traem fazem com plena consciência de que está machucando duas(ou mais) pessoas. E tem plena consciência de que é errado, e obviamente não sentem atração por todas as mulheres do mundo, mas ainda assim o fazem e tenta desviar da culpa.
Como eu disse, compreendo o porquê da traição em alguns casos, mas não na maioria. 

--------------

Oromë, triângulos são sempre bons, mas só há como saber o significado deste se soubermos a localização que este tem na mão. Tenho 1(um) na esquerda e 2 (dois) na direita.
Ex.: Triângulo do Professor → Envolve a linha do destino(Saturno) e a linha do Mente, com uma terceira linha formado um triângulo com elas.

Como é ter a linha da Intuição (Netuno)? Só tenho um risco bem fraco no lugar. 
E creio também ter o anel de Salomão.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   10/12/2015, 23:39

link_cell escreveu:
Lamentavelmente eu creio que não me fiz perceber bem. E pelos vistos até a referencia à tua própria metáfora do sorvete de flocos se perdeu. Vou admitir que foi por culpa minha, pelo modo como me expressei.

Eu não estou, em momento algum, a defender ou justificar a traição, dizer que é um acto de respeito e cuidado, ou fazer qualquer outro tipo de juízo de valor.
A única coisa que eu estou a fazer é reconhecer o que é a traição, e tentar perceber qual a diferença entre traição e amor. "Só" isso.

Afirmar que "trair = não amar" é estar a meio caminho de afirmar que "não trair = amar"... E isso pode ser problemático, tanto porque trair não é a única maneira de deixar de amar, como porque põe em causa a própria definição do amor, sugerindo que este seja mais uma prisão do que uma libertação - mas eu nem vou entrar por aí. Antes, deixa-me apenas evidenciar algumas contradições que podem emergir dessa equivalência directa.

Permite-me utilizar um antigo chavão e dizer que: tudo acontece por uma razão. Uma traição não é apenas culpa da pessoa que trai, mas também do seu parceiro que é traído...
______________
Peço antecipadamente desculpa pela minha conduta se ela ferir algumas susceptibilidades. E, Oromë, muitos parabéns pelo teu tópico/depoimento - é preciso coragem -, tenho estado a acompanhar e já quis intervir antes. Revi-me em vários dos episódios relatados.

Acabei não me expressando da forma que eu queria.

O que eu disse antes, era em completa relação com a minha forma de ver uma relação. Já me engajei em inúmeras discussões sobre traição, inclusive com um antigo amigo, que havia traído a namorada na mesma noite que debatemos.
Veja bem, como você disse a traição pode sim acontecer por consequência das ações de ambos os lados. Pode parecer que não, mas eu entendo esses impulsos, apenas não concordo em se deixar levar por eles. Há quem traia simplesmente por trair, tenho um exemplo muito próximo de mim, onde isso aconteceu de forma que toda a responsabilidade foi da pessoa que traiu, foi escolha, pois o mesmo tinha uma pessoa que se dedicava de forma singular a ele, a relação e a si mesma.

Existem inúmeras razões para uma traição acontecer, desde uma relação que não está bem resolvida à simples vontade de trair. Infelizmente, eu não consigo entender quem tem capacidade de fazer isso. Talvez me falte maturidade nesse ponto, de entender o que levou isso a acontecer.

Concordo que amor =/= não trair, peço desculpas se dei a entender algo diferente disso. Não é porque não houve traição que houve amor e vice-versa. Amor e traição não tem relação direta um com o outro.
Quando falo em traição falo no sentido de honestidade, cabe aqui então, qualquer traição em qualquer tipo de relacionamento.
Pra mim, traição é um ato desonroso. Infelizmente, também é um ato consciente, tal como quem rouba, quem trai também sabe o que está fazendo. E não há um único motivo ou razão, que me faça compreender o porquê de uma traição ter ocorrido. Principalmente porque eu jamais faria isso, por nenhuma razão.

Gostaria de discorrer mais sobre isso, mas eu estou sendo bastante parcial aqui, e não gosto quando faço isso.

Agradeço sua opinião e de forma alguma ela foi deslocada. É um ponto de vista diferente do meu, que me fez pensar a respeito.
Obrigado!

@Vicky - O triângulo que eu falo é chamado de triângulo místico se não me engano, fica entre a linha do coração, do destino e da cabeça. Tenho ele em ambas as mãos, mas na esquerda, tenho um pequeno logo acima desse, próximo a linha do sol.
Sobre a linha da intuição, bom... Mediunidade ou coisas semelhantes, eu não tenho. Porém, tenho déjà vus constantes, às vezes 3~4 por dia. E em raras ocasiões, eu consigo lembrar o que vai acontecer e não somente lembrar o que aconteceu.
Se tem relação, não faço ideia. Meu conhecimento de quirologia é bem raso.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   11/12/2015, 13:32

Link, malz, não pretendia forçar a coisa, gostamos um debate saudável, obviamente.

----------------

Poxa, possuo o triângulo do professor bem definido, e tenho um triângulo místico na mão direita se formando(ainda leve).
Na esquerda eu tenha um quadrado perfeito formado por cruzes no lugar.

Também tenho um conhecimento básico de quiromancia. XD
Não me surpreenderia se possuísse as linhas do samaritano.
As possuo e você tem jeito de quem possui estas linhas.
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MensagemAssunto: Re: Um demissexual e o relacionamento!   12/12/2015, 06:59

Oromë escreveu:
Romântico, suas respostas são sempre sensatas e de muita, muita ajuda mesmo.
Obrigado por ajudar tanta gente, inclusive eu, como você faz.
Não tem de que, Oromë! sorrindo Bom saber que pude ajudá-lo!

Oromë escreveu:
Muito interessante essas 'paixões', realmente me identifico com Ágape, que a primeira vista parece ser o amor genuíno. Tem um vídeo bem interessante que fala sobre amor, vou deixa-lo logo abaixo.
Tem legendas em português.
Eros, Storge (ou Philos) e Ágape possuem características positivas,
assim como Ludus e Mania, negativas. Pragma fica num meio termo.
Eu também me identifico, primeiramente, com Ágape, Oromë...
mas nas vezes em que namorei, existiam características de Eros também. sorrindo


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