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Aleatória
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MensagemAssunto: ..........   11/7/2017, 23:04

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tooruivan
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Pensamento O elefante é sempre mais rosa no lado direito do galinheiro.

MensagemAssunto: Re: ..........   11/7/2017, 23:21

É isso ai acho que a parte mais importante deste forum é podermos por o que esta dentro de nós pra fora e é ainda melhor se pudermos ajudar alguem com isso.

Obrigado por compartilhar.
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Fernando
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Pensamento When you lose small mind you free your life

MensagemAssunto: Re: ..........   12/7/2017, 02:21

ThaisPQ escreveu:
Segundo, me desculpe por fazer um texto desse gênero tão “deprê” ou não, não sei ao certo (desculpa, eu sou muito confusa). Terceiro, desculpa, novamente, por um texto tão grande.


Nenhum problema em trazer um texto deprê para cá, afinal, todo mundo passa por momentos assim de tempos em tempos. Também nenhum problema em escrever um texto grande, aliás, há até textos maiores aqui.


ThaisPQ escreveu:
Bom, vou começar pelo começo (óbvio). Desde que eu era bem pequena, lá pelo 6/7 anos eu sempre dizia aos meus pais e minha irmã que nunca teria filho e sempre ouvi que isso era coisa do momento, que eu era muito nova para pensar sobre isso etc. 8/9 anos se passaram e eu continuo com o mesmo pensamento, não quero ter filhos! Mas agora é diferente, pois quando comento isso numa discussão com alguns colegas (eu faço um “curso” administrativo, então às vezes tem discussões sobre temas variados) eles me olham estranho e comentam a mesma coisa dos meus familiares, que é coisa momentânea. Ou seja, já dá para perceber que se eu falar que sou ace para eles, com certeza vão me olhar mais torto ainda. Não que eu me importe com o que os outros acham, todavia me incomoda responder perguntas tão idiotas como, por exemplo, “você tem trauma?”, “você tem alguma doença?”, sinceramente não tenho paciência para esse tipo de coisa. E isso incluí os meus pais e minha irmã, pois conhecendo eles, vão achar que estou louca, que preciso ir ao médico, que estou tentando fugir da realidade ou algo do gênero.


Quando eu era pequeno sempre dizia que não iria casar nem ter filhos, continuei com isso até a adolescência, depois parei de falar, pq ou as pessoas não levavam à sério, ou não se importavam, mas continuo pensando assim. Por sorte ninguém fala sobre eu ter filhos até hoje, talvez daqui a alguns anos isso mude, e eu que não vou começar a falar sobre isso se outra pessoa não tocar no assunto.


ThaisPQ escreveu:
No final da minha 4° série eu comecei a sofrer bullying por não estar no padrão de beleza, em ser muito tímida, por ter dentes tortos (tinha, uso aparelho agora, mas ninguém liga, haha), por ser muito ingênua (por conta que nunca me interessei em assuntos de namoro ou relações sexuais, então era bem “noob” nesse assunto, ainda sou) entre outras coisas. E isso se estendeu até o meu 8° ano, na verdade não sei se parou por aí, pois eu já estava tão acostumada que fechei a minha “porta” de se importar com essas coisas, então se tinha alguém no meu ensino médio falando mal de mim ou sei lá, não faço a mínima ideia. Mas por conta desses preconceitos e insultos eu me isolei muito e ficava no meu mundinho, até que eu terminei o ensino fundamental e médio apenas com uma amiga, que é a mesma pessoa em ambos, que sempre esteve ao meu lado e continua estando durante 10 anos.

Perdi meu BV com 16 anos com meu primeiro namorado e com isso minha virgindade também. E foi aí que percebi que era diferente dos demais, pois só fui fazer sexo por conta de curiosidade, por ouvir diversas pessoas falando que era a coisa mais legal do mundo, que era uma sensação maravilhosa. Porém eu não senti nada disso, para falar a real, eu fiquei “sério que é isso? Sério que as pessoas acham isso bom?”. Entretanto eu continuei fazendo para ver se isso mudava, mas não mudou. Obviamente meu relacionamento terminou por conta que não queria mais essas aproximações tão intimas.

Entrei em depressão por conta que não sabia o que eu era, aonde eu me encaixava, porque para mim o meu relacionamento foi péssimo, muitas brigas, discussões, traições (ele me traiu), então para mim aquilo tudo tinha afetado na hora do ato. Mas no fundo eu sabia que era algo mais sério. Passaram dois anos e eu comecei a namorar à distância, ficamos juntos durante quase 2 anos. Por ser à distância, para mim tudo era muito perfeito, não tinha a parte dos toques íntimos e era tudo mais meigo e fofo. Óbvio que nós se encontramos pessoalmente, mas todas às vezes não passávamos dos beijos. Só que um dia isso mudou, a gente quase fez sexo, mas por minha falta de vontade não deu certo, ele foi compreensivo e continuamos apenas com carinhos fofos. A esqueci de falar uma coisa, esse meu ex conheci ele há 6 anos, ele foi meu melhor amigo durante esse tempo todo.


Sabe, quanto mais fui lendo, mais percebi coisas que sou parecido, apesar de algumas coisas bem diferentes. Nunca namorei, nem fiz sexo. Mas já tive experiências virtuais e, sim, foi muito bom, gostar de alguém só 'mentalmente', sem influência física. Ah, mas nunca encontrei pessoalmente a pessoa.


ThaisPQ escreveu:
Ele ficou sem reação e depois de algumas horas conversando sobre, nós terminamos.Perdi meu melhor amigo por conta que descobrir como eu realmente me sinto e me encaixo. Mas não o culpo e nem sou a culpada, eu estou bem feliz em descobrir a verdade sobre mim mesma e não gostaria de me mudar nem um pouco sobre isso.


Poxa, que pena que seu amigo a abandonou só por causa disso.


ThaisPQ escreveu:
Passaram alguns meses e nesse “curso” que faço tive aula sobre sexo, sobre se conhecer melhor, machismo, feminismo esse tipo de coisa. E eu reparei que na parte que o professor falava sobre sexo 90% da minha sala ficava entusiasmado com o assunto, foi a parte mais participativa e eu comecei a reparar que só eu não estava nem aí para isso.


Experiência da maioria dos assexuais em escola/cursos/faculdade.


ThaisPQ escreveu:
Durante esse um mês eu comecei a reparar mais ao meu redor e perceber que mesmo sendo assexual isso não muda nada, não sou “anormal”, só não me encaixo na realidade que muitas pessoas têm que é construir uma família, casar, ter filhos.


Às vezes, quando estou num lugar com muitas pessoas, começo a pensar em coisas do tipo: "bom, aqui deve ter outros 2 ou 3 aces, talvez eles nem saibam o que é assexualidade, será que eles pensam sobre isso ?, mas que diferença isso faz ?, eu nem conheço eles, nem posso saber quem são"... então, é isso, ser assexual (ou qualquer outra sexualidade) não faz diferença, de certo modo.


ThaisPQ escreveu:
Mas vocês devem estar se perguntando o porquê de eu estar contando minha vida para vocês. Pois bem, porque como está no título eu queria desabafar, contar coisas que nem minha melhor amiga sabe, meio que tirar o “nó da minha garganta”. Depois que eu fiquei solteira eu fiquei sem ninguém para contar, apenas minha melhor amiga que já sabe e aceitou super bem, mas parece que não é o bastante, alguém me entende?! Talvez você leu isso tudo e deve estar pensando “Nossa, perdi ‘n’ minutos da minha vida lendo isso”, não sei, provavelmente eu ainda tenho alguns sintomas de depressão


É bom poder desabafar, que bom que se sentiu à vontade para fazer isso aqui.
Oh, perdidos não, minutos muito bem gastos.

ThaisPQ escreveu:
e também por eu ser MUITO tímida, então sempre vou achar que estou incomodando alguém.


Literalmente eu. Inclusive poderia ter escrito bem mais, se não fosse por isso.


Se você se aliviou, então fez diferença para alguém piscando
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MensagemAssunto: Re: ..........   12/7/2017, 08:24

Obrigada, os dois, pelas palavras. ;3
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Pensamento See the line where the sky meets the sea? It calls me

MensagemAssunto: Re: ..........   12/7/2017, 14:20

Primeiro: acho que eu e a maioria do pessoal aqui adora esses textos HFUISDHGIFDUHGIDFHGIDFHGI. Por mais que sejam vivências diferentes, até algumas características diferentes, no básico eu vou me identificando com os relatos e vou me sentindo menos et, menos invisível.

"E foi aí que percebi que era diferente dos demais, pois só fui fazer sexo por conta de curiosidade, por ouvir diversas pessoas falando que era a coisa mais legal do mundo, que era uma sensação maravilhosa. Porém eu não senti nada disso [...]".

EUZINHA!! Fui tentar pelas mesmas razões achando que isso era estar atraída e também porque seria melhor já que era o meu namorado na época. Nem preciso dizer que não deu certo HHGDFUGFHDGUIDFHGD. Também sempre fui A Ingênua e meus amigos ficavam tirando sarro da minha cara no fundamental, daí pra frente fui tentando "esconder" isso das pessoas.

Sobre amor próprio, é um caminho longo. Mas um dia a gente chega lá coração ace
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MensagemAssunto: Re: ..........   12/7/2017, 14:29

Vamos ter pensamentos positivos que um dia chegaremos em amar a si próprio. (Pois eu não adquiri isso ainda hahaha)
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Tenente Dan
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MensagemAssunto: Re: ..........   13/7/2017, 00:37

Ultimamente tenho me sentido bem comigo mesmo, de várias maneiras sorrindo, finalmente estou aceitando meu corpo e estou sendo sincero comigo msm.
Quando eu era menor e me perguntavam oq eu queria ser quando crescer, eu sempre respondia que queria ser pai (eu brincava com bonecos, bonecas e uns bichos de pelúcia e fingia que eram meus filhos, kkkkkk, bem esquisito), mas isso hj em dia foi passando, mas acho bem interessante a adoção.
Nunca sofri bullying por não se relacionar com as garotas, pois sempre estive acima do peso e isso era prioridade pra fazerem piadas sobre mim, mas quando a situação apertava e eu precisava prestar contas da minha vida prós outros eu inventava histórias pq tinha muito medo do que iriam achar de mim. Hj eu não tô ligando mais pra nada, se alguém tocar no assunto eu sou capaz de falar que sou ace pra qualquer um (uma coisa bem legal é que todo mundo sempre soube que eu ainda sou BV e nunca se importaram, só minhas irmãs que queriam sempre arranjar jeitos de eu beijar alguém, mas eu sempre fugi, hj que elas sabem da minha assexualidade elas não fazem mais essas coisas).
Não se sinta tão culpada pelas coisas, eu era assim até um tempo atrás mas eu comecei a ter a consciência de que eu não devo ficar me culpando por tudo e como já disse, estou convivendo melhor comigo msm, mas sempre tenho aquelas "recaídas" e fico muito pra baixo.
Eu sou tímido ao extremo quando se trata de conhecer pessoas, tenho um pavor e se puder eu me escondo até a pessoa ir embora, normalmente isso acontece com crianças pq eu não sei como me portar perto delas, elas são muito cruéis e qualquer coisa que eu faça parece robótico. Mas quando eu perco essa vergonha eu fico muito brincalhão e converso muuuuuito, hahahaha.
Gosto muito de ler essas histórias de vcs, a melhor coisa pra passar minhas noites sem sono, hehehe, boa noite galera.
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MensagemAssunto: Re: ..........   13/7/2017, 10:59

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MensagemAssunto: Re: ..........   14/7/2017, 15:39

Adoramos ler depoimentos/desabafos/histórias, sejam curtas ou longas.

Eu também sabia que não queria ter filhos desde a infância e falava isso pros meus pais. Na adolescência e início da fase adulta minha mãe me pedia netos. Agora já desistiu. kkk! Bom, ela já tem 4 da minha irmã. A maternidade e paternidade não é para todos. Muito melhor não ter, do que ter e criar de qualquer jeito como muitos fazem infelizmente.

O autoconhecimento é muito bom. É isso, seja o que você é, e não o que a sociedade diz que você tem que ser. A felicidade é você estar em paz com você mesma.

Está tratando a depressão? Melhoras!



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MensagemAssunto: Re: ..........   14/7/2017, 17:06

Puxa, eu me identifiquei bastante com esse texto. Exceto pela parte de fazer sexo ou beijar na boca, são duas coisas bem desconfortáveis pra mim.

Bom, espero que você consiga se entender mais ainda, se descubra e se sinta confortável com isso. Não existe nada melhor do que sentir confortável com você mesma! As vezes ou muitas vezes a opinião das pessoas não influencia em nada sobre você.
Digo isso por mim mesma, qnd descobri sobre a assexualidade eu me senti bem, mas qnd contei a alguns amgs eles não levaram tão sério e até disseram coisas como: "Você vai querer fzr sexo" "Mas você é tão divertida"  e até mesmo o "Você deve tá doente", sempre duvidando ou soltando piadinhas que acabaram me magoando, até que me fechei pra falar sobre isso com eles ou qualquer outra pessoa. E meus pais que não fazem a mínima, e sempre suspeitam q eu tô namorando alguém escondido kkkkk Enfim se sinta confortável com você mesma, cuide da sua saúde e foque nas suas coisas importantes. MATENHA O FOCO, de verdade.
Sobre ter filhos, bom eu sempre dizia que não queria, porém eu gosto de crianças(claro, qnd elas não são tão birrentas) sempre me imagino com uma criança. Até comentei com minha mãe sobre adoção, mas no momento não é tão importante, estou focando em outras coisas. E tudo bem não querer ter filhos, tudo bem não casar, você não tem a obrigação de fazer isso.

Ah e sobre o texto longo não se preocupe, eu amo. Muitos aqui devem gostar tbm, pra mim é ótimo é como se fosse uma espécie de bate papo, sempre me identifico com alguma coisa e acabo me sentindo menos estranha.
Espero que você tenha se sentido bem, porque eu me senti, você tomou confiança e escreveu coisas profundas de si mesma e conseguiu fazer outra pessoa se identificar com pequena partes. Eu sou nova no fórum, mas confirmo, sinta-se a vontade para postar dúvidas, desabafos, ou qualquer outro assunto do seu interesse. bandeira sorrindo
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MensagemAssunto: Re: ..........   14/7/2017, 21:37

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MensagemAssunto: Re: ..........   14/7/2017, 21:45

Gabes escreveu:
Puxa, eu me identifiquei bastante com esse texto. Exceto pela parte de fazer sexo ou beijar na boca, são duas coisas bem desconfortáveis pra mim.

Bom, espero que você consiga se entender mais ainda, se descubra e se sinta confortável com isso. Não existe nada melhor do que sentir confortável com você mesma! As vezes ou muitas vezes a opinião das pessoas não influencia em nada sobre você.
Digo isso por mim mesma, qnd descobri sobre a assexualidade eu me senti bem, mas qnd contei a alguns amgs eles não levaram tão sério e até disseram coisas como: "Você vai querer fzr sexo" "Mas você é tão divertida"  e até mesmo o "Você deve tá doente", sempre duvidando ou soltando piadinhas que acabaram me magoando, até que me fechei pra falar sobre isso com eles ou qualquer outra pessoa. E meus pais que não fazem a mínima, e sempre suspeitam q eu tô namorando alguém escondido kkkkk Enfim se sinta confortável com você mesma, cuide da sua saúde e foque nas suas coisas importantes. MATENHA O FOCO, de verdade.
Sobre ter filhos, bom eu sempre dizia que não queria, porém eu gosto de crianças(claro, qnd elas não são tão birrentas) sempre me imagino com uma criança. Até comentei com minha mãe sobre adoção, mas no momento não é tão importante, estou focando em outras coisas. E tudo bem não querer ter filhos, tudo bem não casar, você não tem a obrigação de fazer isso.

Ah e sobre o texto longo não se preocupe, eu amo. Muitos aqui devem gostar tbm, pra mim é ótimo é como se fosse uma espécie de bate papo, sempre me identifico com alguma coisa e acabo me sentindo menos estranha.
Espero que você tenha se sentido bem, porque eu me senti, você tomou confiança e escreveu coisas profundas de si mesma e conseguiu fazer outra pessoa se identificar com pequena partes. Eu sou nova no fórum, mas confirmo, sinta-se a vontade para postar dúvidas, desabafos, ou qualquer outro assunto do seu interesse.  bandeira sorrindo

Obrigada pelas palavras!
Seja bem-vinda =^-^=
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MensagemAssunto: Re: ..........   15/7/2017, 09:30

ThaisPQ escreveu:
Olá a todos que estão lendo isso. Como dá para perceber pelo assunto este texto vai ser um desabafo, pois ultimamente eu não posso falar nada disso a ninguém por conta que não tenho ninguém para conversar.
Olá! Espero que faça boas amizades por intermédio do fórum e, quem sabe, possa conhecer pessoalmente alguns participantes. sorrindo Fique à vontade para desabafar!

ThaisPQ escreveu:
Primeiramente quero me apresentar novamente, para quem não viu minha apresentação. Meu nome é Thaís, tenho 19 anos e moro em São Paulo, há um mês conheci o termo “assexual” e me descreveu perfeitamente, principalmente a parte do assexual heterorromântico. Segundo, me desculpe por fazer um texto desse gênero tão “deprê” ou não, não sei ao certo (desculpa, eu sou muito confusa). Terceiro, desculpa, novamente, por um texto tão grande.
Vi seu tópico de Apresentação. E não há motivo para tantos pedidos de desculpas... vc não fez nada de errado.

ThaisPQ escreveu:
Bom, vou começar pelo começo (óbvio). Desde que eu era bem pequena, lá pelo 6/7 anos eu sempre dizia aos meus pais e minha irmã que nunca teria filho e sempre ouvi que isso era coisa do momento, que eu era muito nova para pensar sobre isso etc. 8/9 anos se passaram e eu continuo com o mesmo pensamento, não quero ter filhos! Mas agora é diferente, pois quando comento isso numa discussão com alguns colegas (eu faço um “curso” administrativo, então às vezes tem discussões sobre temas variados) eles me olham estranho e comentam a mesma coisa dos meus familiares, que é coisa momentânea. Ou seja, já dá para perceber que se eu falar que sou ace para eles, com certeza vão me olhar mais torto ainda. Não que eu me importe com o que os outros acham, todavia me incomoda responder perguntas tão idiotas como, por exemplo, “você tem trauma?”, “você tem alguma doença?”, sinceramente não tenho paciência para esse tipo de coisa. E isso incluí os meus pais e minha irmã, pois conhecendo eles, vão achar que estou louca, que preciso ir ao médico, que estou tentando fugir da realidade ou algo do gênero.

No final da minha 4° série eu comecei a sofrer bullying por não estar no padrão de beleza, em ser muito tímida, por ter dentes tortos (tinha, uso aparelho agora, mas ninguém liga, haha), por ser muito ingênua (por conta que nunca me interessei em assuntos de namoro ou relações sexuais, então era bem “noob” nesse assunto, ainda sou) entre outras coisas. E isso se estendeu até o meu 8° ano, na verdade não sei se parou por aí, pois eu já estava tão acostumada que fechei a minha “porta” de se importar com essas coisas, então se tinha alguém no meu ensino médio falando mal de mim ou sei lá, não faço a mínima ideia. Mas por conta desses preconceitos e insultos eu me isolei muito e ficava no meu mundinho, até que eu terminei o ensino fundamental e médio apenas com uma amiga, que é a mesma pessoa em ambos, que sempre esteve ao meu lado e continua estando durante 10 anos.

Perdi meu BV com 16 anos com meu primeiro namorado e com isso minha virgindade também. E foi aí que percebi que era diferente dos demais, pois só fui fazer sexo por conta de curiosidade, por ouvir diversas pessoas falando que era a coisa mais legal do mundo, que era uma sensação maravilhosa. Porém eu não senti nada disso, para falar a real, eu fiquei “sério que é isso? Sério que as pessoas acham isso bom?”. Entretanto eu continuei fazendo para ver se isso mudava, mas não mudou. Obviamente meu relacionamento terminou por conta que não queria mais essas aproximações tão intimas.

Entrei em depressão por conta que não sabia o que eu era, aonde eu me encaixava, porque para mim o meu relacionamento foi péssimo, muitas brigas, discussões, traições (ele me traiu), então para mim aquilo tudo tinha afetado na hora do ato. Mas no fundo eu sabia que era algo mais sério. Passaram dois anos e eu comecei a namorar à distância, ficamos juntos durante quase 2 anos. Por ser à distância, para mim tudo era muito perfeito, não tinha a parte dos toques íntimos e era tudo mais meigo e fofo. Óbvio que nós se encontramos pessoalmente, mas todas às vezes não passávamos dos beijos. Só que um dia isso mudou, a gente quase fez sexo, mas por minha falta de vontade não deu certo, ele foi compreensivo e continuamos apenas com carinhos fofos. A esqueci de falar uma coisa, esse meu ex conheci ele há 6 anos, ele foi meu melhor amigo durante esse tempo todo.
Sinceramente? Amigo de verdade ele nunca foi. Se fosse, ele a respeitaria e não a trairia.
Mesmo assim vc o perdoou e voltaram a namorar? Quem garante que não voltou a trair durante o período em que estiveram separados? Sorte a sua de ter se livrado dele.

ThaisPQ escreveu:
Passaram alguns meses e nesse “curso” que faço tive aula sobre sexo, sobre se conhecer melhor, machismo, feminismo esse tipo de coisa. E eu reparei que na parte que o professor falava sobre sexo 90% da minha sala ficava entusiasmado com o assunto, foi a parte mais participativa e eu comecei a reparar que só eu não estava nem aí para isso. Quando voltava para casa, eu conversei sobre meu dia com meu ex e falando dessas coisas ele começou a falar para eu me interessar mais sobre o assunto (que no caso é sobre sexo), que era para eu não ser tão fraca nisso e talz. Mas eu realmente não queria mudar, então comecei a responder que eu estava bem não sabendo sobre isso e que fazer ou não, tanto faz para mim, na verdade estava (ainda estou) muito bem de não fazer durante 3 anos. E ele ficou surpreso com a minha resposta e começou a falar que eu não tinha maturidade para minha idade (como se isso fosse definir...).

E foi nesse exato momento que me deu um “estalo” na cabeça para eu procurar o motivo de eu ser assim e foi dessa maneira que conheci sobre a assexualidade, me identifiquei na hora nas coisas que eu lia e mandei partes de textos que eu encontrava para ele dizendo que era exatamente assim que me sentia. Ele ficou sem reação e depois de algumas horas conversando sobre, nós terminamos. Perdi meu melhor amigo por conta que descobrir como eu realmente me sinto e me encaixo. Mas não o culpo e nem sou a culpada, eu estou bem feliz em descobrir a verdade sobre mim mesma e não gostaria de me mudar nem um pouco sobre isso.

Durante esse um mês eu comecei a reparar mais ao meu redor e perceber que mesmo sendo assexual isso não muda nada, não sou “anormal”, só não me encaixo na realidade que muitas pessoas têm que é construir uma família, casar, ter filhos. Na parte de ter uma família, por eu ser heterorromântico, se um dia eu encontrar um parceiro que aceite não fazer sexo (sendo ace ou não) eu adoraria, mas não me importo de ser a “tia com 50 gatos”, como dizem, até porque eu amo gatos, haha.
Bom saber que se identificou com a assexualidade e sente-se melhor agora. sorrindo

ThaisPQ escreveu:
Mas vocês devem estar se perguntando o porquê de eu estar contando minha vida para vocês. Pois bem, porque como está no título eu queria desabafar, contar coisas que nem minha melhor amiga sabe, meio que tirar o “nó da minha garganta”. Depois que eu fiquei solteira eu fiquei sem ninguém para contar, apenas minha melhor amiga que já sabe e aceitou super bem, mas parece que não é o bastante, alguém me entende?! Talvez você leu isso tudo e deve estar pensando “Nossa, perdi ‘n’ minutos da minha vida lendo isso”, não sei, provavelmente eu ainda tenho alguns sintomas de depressão, e também por eu ser MUITO tímida, então sempre vou achar que estou incomodando alguém.

Então obrigada por lerem, só de saber que algumas pessoas se identificaram ou não, apenas entenderam, já fico feliz.

P.S: Não que isso tudo tenha uma moral, apenas quero acabar esse texto falando que não se sinta estranho(a) por conta das pessoas ao seu redor ou o que falem/pensem de você, isso é o de menos. O mais importante é o amor próprio, você se amando da maneira que você é, sem mudanças por causa de outrem, se for mudar algo faça para si mesmo. Essa é uma das coisas mais essenciais da vida (pelo menos para mim).
P.S: Me questionei muito se era necessário eu postar esse texto/desabafo no fórum, não sei se fez alguma diferença para alguém, mas para mim aliviou, então muito obrigada!
P.S: Ignore se escrevi alguma palavra ou algum termo errado, sou péssima para fazer textos. E desculpa por tantos “P.S”.
Depressão é algo sério. Espero que procure psicólogo(a)/psiquiatra, inicie o quanto antes o tratamento e fique bem. sorrindo
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MensagemAssunto: Re: ..........   15/7/2017, 10:14

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MensagemAssunto: Re: ..........   16/7/2017, 09:05

ThaisPQ escreveu:
Não entendi muito bem qual ex você está perguntando, mas vou responder ambos.
O meu primeiro namorado, que foi quando tive 16 anos, durou 6/7 meses, não lembro. Eu apenas descobri que ele tinha me traído quando haviamos terminado e não, não voltei com ele. Eu o perdoei, pois não sou de guardar raiva ou rancor das pessoas, todavia eu nao voltaria ser amigo dele. Ele nunca foi meu amigo de verdade, isso eu tenho certeza e foi realmente bom eu ter me livrado dele, haha.
Já o meu segundo namorado que durou 2 anos e 6 anos de amizade. Eu acredito que ele era realmente meu amigo e enquanto namorávamos não me traiu (tudo bem que terminamos há um mês e pouquinho e ele já está com outra...), mas nunca vou saber se ele me traiu e nem quero, sinceramente. Por ele não ter me aceitado, não o culpo, como já disse no desabafo, pois ele queria ter filhos, uma família e tudo mais, então por uma parte foi bom termos terminado porquê assim ele irá encontrar uma pessoa que queira o mesmo futuro que ele, digamos assim. Por outro lado, a amizade eu, às vezes, sinto falta, porque foram anos conversando diariamente, mas isso uma hora some. Haha
Pensei que fosse um único ex...
de qualquer maneira, namorar 2 anos à distância e, nos encontros, ficar só nos beijos é meio suspeito.
Relacionamentos entre sexuais e assexuais são difíceis mesmo.
Espero que encontre alguém mais compatível com vc. piscando
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MensagemAssunto: Re: ..........   16/7/2017, 10:22

Romântico escreveu:

Pensei que fosse um único ex...
de qualquer maneira, namorar 2 anos à distância e, nos encontros, ficar só nos beijos é meio suspeito.
Relacionamentos entre sexuais e assexuais são difíceis mesmo.
Espero que encontre alguém mais compatível com vc. piscando

Obrigada ;3
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MensagemAssunto: Re: ..........   16/7/2017, 10:48

ThaisPQ escreveu:
E foi nesse exato momento que me deu um “estalo” na cabeça para eu procurar o motivo de eu ser assim e foi dessa maneira que conheci sobre a assexualidade, me identifiquei na hora nas coisas que eu lia e mandei partes de textos que eu encontrava para ele dizendo que era exatamente assim que me sentia. Ele ficou sem reação e depois de algumas horas conversando sobre, nós terminamos. Perdi meu melhor amigo por conta que descobrir como eu realmente me sinto e me encaixo. Mas não o culpo e nem sou a culpada, eu estou bem feliz em descobrir a verdade sobre mim mesma e não gostaria de me mudar nem um pouco sobre isso.

Que merda. O pior é que, pra todo mundo que eu digo que não tenho interesse de fazer sexo, a reação é similar, dão meia-volta e vão embora. Imagino como você deve ter ficado chateada...
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MensagemAssunto: Re: ..........   16/7/2017, 12:43

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MensagemAssunto: Re: ..........   16/7/2017, 19:43

ThaisPQ escreveu:
anderson_ace escreveu:

Que merda. O pior é que, pra todo mundo que eu digo que não tenho interesse de fazer sexo, a reação é similar, dão meia-volta e vão embora. Imagino como você deve ter ficado chateada...
Sim, eu fiquei bem chateada, até porque por sermos amigos de tanto tempo para mim não ia ser essa reação. Obviamente íamos terminar o namoro, mas a amizade nunca se passou na minha cabeça. Mas acontece, tudo tem sua razão e motivos. ;3

Infelizmente... não parece que era amigo. Se ele não fala mais com você por você não querer sexo com ele, é porquê ele só queria sexo mesmo... Praticamente todas as garotas que me procuraram, mesmo as que conversavam muito comigo, ou que diziam que eram amigas, só queriam transar, namorar, casar, ter filhos, etc. Transcorrido um período de tempo, revelavam frustração, pois 'era natural avançar'. Então esse estágio de 'amizade', de conversar, nada mais era do que o prato de entrada, e depois deveria vir o resto do banquete. Era um preparativo. Um investimento. Uma preliminar. O objetivo real, e final, não era este. Eu me chateei muito com esse tipo de coisa já.
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MensagemAssunto: Re: ..........   16/7/2017, 20:18

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Última edição por Aleatória em 22/8/2017, 23:00, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: ..........   17/7/2017, 10:50

Acho que a maioria aqui gosta desses textos enormes (bom pra mim, porque simplesmente não consigo escrever pouco, até em tópicos nada a ver eu consigo achar uma "desculpa" pra escrever uma bíblia kkkkk). Não só gosto de escrever, como amo ler esses textos, sempre me senti um alien, como muitos aqui, e, mesmo quando não nos identificamos muito, é bom saber que outras pessoas também se sentem assim, saber que não somos tão anormais assim, afinal, a única coisa que todos os humanos têm em comum é serem diferentes uns dos outros. E quando nos identificamos, é uma grande felicidade, conhecer alguém que entende, pelo menos um pouco, o que passamos, só de saber disso, o peso diminui.
Não vi seu tópico de apresentação, então bem vinda. Não costumo olhar as apresentações porque, sinceramente, não faço ideia do que dizer na maioria delas. Sou péssimo em conversas superficiais, quando tento falar sobre nada com alguém, eu travo, fico sem palavras, meu desinteresse é tão grande que meu cérebro se recusa a pensar em algo pra manter a conversa ativa. Se alguém tenta conversar comigo sobre evolução, genética, astronomia, geologia, psicologia ou algum outro assunto complicado e não convencional, quase sempre eu falo até o infinito, é até difícil parar, mas se me perguntam como foi o fim de semana, digo uma palavra: "bom", e mais nada, trava aí, não consigo continuar desse ponto, travo totalmente, e mesmo que a pessoa tente puxar mais uma dúzia de assuntos simplórios, não consigo dar respostas mais elaboradas, nem puxar algo por mim mesmo. Por isso tentativas de conversas comigo tendem a ser bem estranhas kkkk
Na verdade, me identifiquei um pouco com o que vc escreveu, desde pequeno eu dizia aos meus pais que não gostava de mulher e não ia casar (eu até tive raiva das mulheres, de verdade, quando criança, por pensar que o problema estava em vcs, e não nos meus pais tentando me obrigar a ser o que não sou. Sinto vergonha disso, me sinto melhor na companhia de mulheres do que de homens, só não tenho interesse sexual, isso é crime? Não, não é, hoje sei disso, e defendo a igualdade de gênero, mesmo tendo família machista). 
Filhos eu nunca neguei que queria, na verdade eu decidi que queria desde os 10 ou 11 anos de idade, antes dos doze eu já tinha escolhido nome kkkk (e não mudei de ideia). Pretendo adotar entre uma e três meninas (é, sexo feminino, não me vejo criando um menino), tenho noção da dificuldade de adotar uma menina, principalmente porque eu ia querer mudar o nome, e pra isso a adoção precisa acontecer enquanto a criança é bem pequena, não que não possa mudar depois, mas não faz bem pra criança, o nome tem papel essencial na construção da identidade própria. Gostaria de poder ajudar crianças fora do padrão que acabam não sendo adotadas, mas como não se escolhe o que se sonha, serão meninas, espero que até lá exista menos preconceito contra pais solteiros. Já escolhi dois nomes, e estou quase certo de um terceiro.
Já tentaram me fazer de vítima de bullying, e para quem via de fora, eu era. Sempre isolado, vítimas ficam isoladas porque os outros as isolam, e elas se sentem mal por isso. Eu me isolava porque pessoas me incomodavam, preferia ficar sozinho do que mal acompanhado, me sentia/sinto bem assim (vale dizer que sou antissocial e tenho um quê de autismo, seria preciso um especialista pra definir se realmente entro no espectro autista, ao que me parece tenho alguns sintomas, mas nada gritante).
Diferimos bastante na parte de experiências sexuais, nunca perdi o bv, quem dirá a virgindade kkkk. Já tive certa curiosidade, mas meu comportamento antissocial impediu que algo acontecesse. Afinal, sou do sexo masculino, e nessa nossa sociedade, quem toma a iniciativa é quase sempre o homem.
Não sei dizer se o que tive foi mesmo depressão, mas ao que tudo indica, foi. Me sentia preso à realidade, entediado ao extremo com minha vida, tive alguns pensamentos ligeiramente suicidas (pensei em suicídio diretamente poucas vezes, costumava ser mais coisa do tipo: "queria não ter nascido", esse pensamento era o mais recorrente), já cheguei a colocar uma faca no pulso, mas não tinha coragem de cortar, aconteceu uma ou duas vezes. Não me entender não era exatamente o problema, e sim não poder ser o que queria, ou fazer o que gostava, mas depois que fiz uma "viagem introspectiva" e comecei a me entender melhor, aliviou muito todo o resto.
Quem deveria pedir desculpas sou eu, afinal o desabafo era seu e eu acabei escrevendo um textão também kkk. Sério, eu tentei diminuir, sempre tento, reviso mil vezes, e ainda acaba grande, pelo menos consegui deixar menor que o seu (eu acho) rsrsrs.
Mais uma vez, bem vinda, espero que se dê bem por aqui e conheça pessoas legais, e se precisar desabafar denovo, estamos sempre aqui. Vc não é um incômodo, também tenho o hábito de pensar isso de mim, acho que não tanto quanto vc, mas sei como é, mesmo que a gente saiba que não é verdade, fica com aquela sensação lá no fundo de que não somos bem vindos, de que só atrapalhamos os outros. Não sei se com vc é assim, mas pra mim, faz muito bem ouvir isso de outra pessoa, me convencer sozinho é difícil. Então, não, vc não está incomodando, fico feliz de ter pessoas como vc aqui, de saber que não sou o único "alien" na Terra, e espero que vc também se sinta assim.
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