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 Relacionamentos só na teoria: arromântico?

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Koas
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MensagemAssunto: Relacionamentos só na teoria: arromântico?   16/11/2017, 00:02

Se eu gosto do conceito de romance, ou seja, um relacionamento amoroso só na teoria (não comigo, mas sim o conceito em si), só a ideia de romance entre duas pessoas, acho algo agradável, bonito, inspirador e uma ideia afável, porém imaginar na prática (comigo ou não, geralmente não), considerando todos os fatores envolvidos nisso, pra mim é algo desagradável, sufocante, incômodo, cheio de cobranças e pressionamentos, comparável a uma entrevista interminável de emprego, sendo algo nada bom e algo que me faz não querer deixar de ser solteiro e preferir as coisas do jeito que estão e não ter problema nenhum com isso; isso teria alguma coisa a ver com arromanticidade, mesmo que não estrita (tipo uma gray-arromanticidade)? Sempre prezei por paz, tranquilidade, liberdade e a conservação da minha rotina, mas pra mim parece que iniciar um relacionamento me daria o exato oposto do que prezo. E com isso, pra que é que vou gastar tempo, energia e dinheiro nisso se vou ter que sacrificar todas essas coisas? Vou ter o que em troca por todo esse sofrimento e passar o resto da vida com esse sentimento agridoce (positivo e negativo ao mesmo tempo)?

Isso me faz questionar a minha romanticidade, já que desde a adolescência já percebia esse desconforto/incômodo, mas agora que isso me veio à tona, já que agora sei sobre o conceito de assexualidade e arromanticidade. Já me apaixonei várias vezes no decorrer da minha vida (a maior parte das vezes na adolescência), mas nunca levei adiante, embora na época eu realmente queria iniciar um relacionamento, porém eu raramente parava pra pensar nos fatores que envolvem isso. Hoje penso, e hoje em dia não tenho atração romântica tão intensamente quanto já cheguei a ter. Mas teria isso alguma coisa a ver com arromanticidade ou é algo puramente a nível intelectual (como por exemplo uma escolha, decisão, etc.)?
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Nephilim
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MensagemAssunto: Re: Relacionamentos só na teoria: arromântico?   16/11/2017, 00:51

Bom, eu me identifiquei bastante com o que você disse, mas deixando a minha vida de lado...

1) Mudança:
Não sei se você já ouviu o conceito de ''fluidez'', mas dizem que a sexualidade humana é fluida, que não permanece estática, e este é o conceito de fluidez, que pode ser aplicado em orientações românticas:
Arromântico Fluido: Pessoa que sente sua posição sobre as alterações do espectro arromântico fluir, porque sua atração romântica flutua. Em outras palavras, é uma pessoa que em um determinado tempo, pode se sentir como um demirromântico, tempos depois se sentir como um grayrromântico, e em um outro período se sentir como um arromântico estrito, dentre outras orientações(subcategorias) arromânticas. Tipo de arromanticidade não-fixa.
Termo em inglês: Aroflux


2) Descoberta:
Você disse que não se apaixona mais com tanta intensidade, e bem, existe uma orientação arromântica neste caso:
Requiesromântico: Pessoa que sente pouca ou nenhuma atração romântica por causa de algum cansaço/desgaste emocional/mental. provavelmente devido a má experiência de interação romântica no passado.
Termo em inglês: Requiesromantic''
Você disse que prefere viver isso somente na teoria, então nós também temos:
Aegorromântico: Pessoa que não sente atração romântica, porém aprecia a ideia de romantismo, mas sem nenhuma vontade de ser uma participante ativa em atividades românticas. É uma especie de arromântico romântico-positivo.
Fictorromântico: Pessoa que experiencia a atração romântica por personagens fictícios.
Ou ainda, talvez você possa realmente identificar se com a gray-arromanticidade e a demirromanticidade que são orientações aro da área cinza, mas para você se identificar, dependeria do que é necessário para fazer você se apaixonar por alguém. Eu não posso dar nenhum palpite nisso e estou somente apresentando as possibilidades, haja vista que você não exatamente descreveu como você se apaixona com detalhes, além de que, há diversas orientações arromânticas como, se você quiser ver:
http://assexualidadebrasil.blogspot.com.br/2016/10/Orientacoes-Arromanticas.html

3) Amadurecimento:
Se você acha que não é nada disso, você pode facilmente encarar isso como um amadurecimento. Você disse que na sua adolescência você se apaixonava com mais frequência, e agora que você é adulto isso mudou. Agora que a ''festa dos hormônios e das novidades constrangedoras'' acabou, pode ser que você tenha ganhado mais experiência de vida, seja alguém mais pé no chão, mais independente e responsável, que pensa como as coisas podem ser na realidade. Enfim, esse amadurecimento e essa mudança de perspectiva em se tratando de amor pode ser parte da sua personalidade também, não como uma decisão, mas algo que você inconscientemente foi construindo e que ficou cada vez maior e mais fácil de se ver.


Acho que em todas essas opções você poderia continuar achando o amor lindo e ainda assim não exatamente estar querendo um relacionamento. Seja uma mudança na orientação romântica, uma descoberta ou um amadurecimento, dependerá somente de ter se identificado ou não em cada caso sorrindo

Edit: Eu tive que editar esse post várias vezes porque eu sou esquecida e perfeccionista, eu espero que você o tenha lido quando eu o terminei, senão, dê uma outra checada língua
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Koas
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MensagemAssunto: Re: Relacionamentos só na teoria: arromântico?   16/11/2017, 07:18

Olá, Nephilim, obrigado pela resposta. sorrindo

Olha, todas as três possibilidades são possíveis.

Fluidez: de fato sou uma pessoa muito inconstante nas minhas características, um momento sou uma coisa, outro momento sou outra. Mas apesar disso, não sei bem se sou fluido, porque a mudança acho que foi mais próxima de uma transição do que de uma flutuação, embora não descarto essa possibilidade.

Requiesromântico: olha, de fato isso é desgastante, e é possível que eu simplesmente tenha me cansado de me apaixonar. Lá pros meus 17 anos eu estava trabalhando em um projeto meu que não saia do lugar, e ficou assim por tanto tempo que chegou um momento que "me cansei de querer", estava cansado de sonhar e nunca nada ser real. É possível que isso com o tempo foi subconscientemente refletindo para as outras áreas da minha vida, incluindo a amorosa, já que a última vez que tive uma atração romântica parcialmente intensa foi aos 18-19 anos, e nenhum dos casos foi dado sequência, sendo meio platônicos.


Demirromântico: improvável, já que eu não tinha contato com a maioria das garotas que tive interesse.

Aegorromântico: eu sinto atração romântica, só é mais incomum e bem menos intensa do que a que eu tinha na adolescência.

Amadurecimento: provável. Na minha adolescência o principal fator que me fazia me apaixonar era o quão atraente esteticamente era a pessoa, que então eu ficava tão fascinado por ela que a atração estética acabava criando também atração romântica. Foi só no fim da minha adolescência que comecei a me importar um pouco menos com a aparência. Hoje, pra mim beleza é só um bônus, e o que importa é a personalidade, caráter, mentalidade, maturidade, inteligência, etc., ou seja, o conteúdo, ao invés de só a embalagem. Então essa visão mais realista, ampla e profunda das coisas me permitiu ver que nem tudo são flores e nem tudo é tão simples, inclusive relacionamentos.


Última edição por KSP em 12/2/2018, 04:44, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Relacionamentos só na teoria: arromântico?   16/11/2017, 16:42

Eu já me senti assim de achar bonito a vida a casal, mas só de pensar em todas as complicações que a vida a dois implica, fica até chato e cansativo. Por exemplo se eu fosse namorar, não me imagino por ai andando de mãos dadas. O que socialmente seria bem estranho. O relacionamento a dois é algo bem complicado mesmo e se a gente pudesse simplesmente excluir a parte cansativa ia ser uma maravilha.
Acho que esse sentimento não é só no âmbito assexual e sim para todos os que se sentem românticos. Quantos amigos seus você já ouviu falar "Nunca mais vou namorar". São coisas que acontecem, principalmente depois de decepções.
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MensagemAssunto: Re: Relacionamentos só na teoria: arromântico?   18/11/2017, 23:36

KSP escreveu:
Olá, Nephilim, obrigado pela resposta. sorrindo

Olha, todas as três possibilidades são possíveis.

Fluidez: de fato sou uma pessoa muito inconstante nas minhas características, um momento sou uma coisa, outro momento sou outra. Mas apesar disso, não sei bem se sou fluido, porque a mudança acho que foi mais próxima de uma transição do que de uma flutuação, embora não descarto essa possibilidade.

Requiesromântico: olha, de fato isso é desgastante, e é possível que eu simplesmente tenha me cansado de me apaixonar. Lá pros meus 17 anos eu estava trabalhando em um projeto meu que não saia do lugar, e ficou assim por tanto tempo que chegou um momento que "me cansei de querer", estava cansado de sonhar e nunca nada ser real. É possível que isso com o tempo foi subconscientemente refletindo para as outras áreas da minha vida, incluindo a amorosa, já que a última vez que tive uma atração romântica parcialmente intensa foi aos 18-19 anos, e nenhum dos casos foi dado sequência, sendo meio platônicos.
E aí surge uma outra possibilidade, a de eu ser um lithromântico (ou alguma variação parecida), embora como nunca dei continuidade, então não sei se eu perderia o sentimento ou não, embora teve um caso (um dos com sentimentos mais intensos) em que a garota ficou sabendo, através de outra pessoa (e contra a minha vontade), que eu estava interessado nela e falou comigo a respeito do que essa pessoa falou, só que falei com ela fazendo pouco caso disso, tratando o que a outra pessoa disse como se fosse mentira ou uma zoeira da outra pessoa, sendo que era verdade, mas eu não queria quebrar minha rotina assim tão bruscamente, aí ficou nessa dúvida e não aconteceu nada, mas ela sabendo que eu tinha um certo interesse nela. Mas meu sentimento por ela não sumiu tão cedo, embora foi diminuindo com o tempo.

Demirromântico: improvável, já que eu não tinha contato com a maioria das garotas que tive interesse.

Aegorromântico: eu sinto atração romântica, só é mais incomum e bem menos intensa do que a que eu tinha na adolescência.

Amadurecimento: provável. Na minha adolescência o principal fator que me fazia me apaixonar era o quão atraente esteticamente era a pessoa, que então eu ficava tão fascinado por ela que a atração estética acabava criando também atração romântica. Foi só no fim da minha adolescência que comecei a me importar um pouco menos com a aparência. Hoje, pra mim beleza é só um bônus, e o que importa é a personalidade, caráter, mentalidade, maturidade, inteligência, etc., ou seja, o conteúdo, ao invés de só a embalagem. Então essa visão mais realista, ampla e profunda das coisas me permitiu ver que nem tudo são flores e nem tudo é tão simples, inclusive relacionamentos.
Uau, então você não conseguiu se decidir? chocado
Haha parece meio complicado! Ainda mais porque do jeito que você falou realmente parece que todas são possíveis.
Muitas coisas parecem ter influenciado a sua pessoa, e eu adoraria dar uma solução para isso tudo, mas você é o único que pode ter uma visão melhor e mais geral da sua vida. De certa forma, ainda assim, eu espero ter ajudado você sorrindo Apesar de agora eu ter a impressão de que só te deixei mais confuso com essas três possibilidades possíveis hahaha, desculpe se este tiver sido o caso.
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MensagemAssunto: Re: Relacionamentos só na teoria: arromântico?   19/11/2017, 04:46

Nephilim escreveu:
Uau, então você não conseguiu se decidir? chocado
Haha parece meio complicado! Ainda mais porque do jeito que você falou realmente parece que todas são possíveis.
Muitas coisas parecem ter influenciado a sua pessoa, e eu adoraria dar uma solução para isso tudo, mas você é o único que pode ter uma visão melhor e mais geral da sua vida. De certa forma, ainda assim, eu espero ter ajudado você sorrindo Apesar de agora eu ter a impressão de que só te deixei mais confuso com essas três possibilidades possíveis hahaha, desculpe se este tiver sido o caso.

Que isso, sua resposta foi de grande ajuda. sorrindo

Me baseando no fato de que me encaixo em duas possibilidades psicológicas (exaustão e amadurecimento), e baseando também no que a Karine disse, acho que o meu caso foi só uma mudança de pensamento com o tempo mesmo. E vou seguindo a vida como esta metamorfose ambulante louca e constante (ou seria inconstante? XD).
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