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 O Perigo da Assexualidade

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andersbateva
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MensagemAssunto: O Perigo da Assexualidade   20/2/2018, 23:22

Autor: Onychoprion, em 22/08/2015. Traduzido por Anders Bateva.

Eu apenas recentemente descobri que sou assexual, e tenho estado re-avaliando minhas experiências de vida sob estas lentes. Para esclarecer, eu apenas recentemente descobri que a assexualidade era alguma coisa existente, após isto, eu quase imediatamente percebi que eu muito provavelmente era um – eu não acordei um dia e decidi que era assexual, ao invés disto, eu descobri um rótulo que coincidia com minhas próprias experiências e sentimentos. Até que eu me deparasse com um artigo de enciclopédia sobre isto, eu me considerava um heterossexual “quebrado”, como falarei mais adiante.

Este texto não é uma reclamação sobre como é dura a vida de um assexual, e como o mundo precisa mudar, ou algo desse tipo. Eu sei (ou melhor, eu presumo) que minha condição é rara, tão rara que eu nem ao menos sabia que ela existia até que eu tivesse 23 anos de idade, e seria incrivelmente injusto se eu solicitasse que a vasta maioria dos seres humanos se adaptasse à minha situação “quebrada”. Ao invés disto, este text tem um simples propósito de informar. Conhecimento e compreensão nunca são coisas ruins. Dito isto, eu absolutamente não posso declarar que estou falando em nome de todos os assexuais (se é que uma coisa desses pudesse alguma vez ser declarada); o conteúdo deste texto é simplesmente minha experiência e meus pensamentos sobre este tema.

Para ser mais específico, eu vou falar sobre como eu aprendi e fui introduzido lentamente à realidade da cultura sexual, minhas experiências de relacionamento, e alguns pensamentos a respeito do atual estado das coisas.

Crescendo em um mundo não-relacionável


Eu nasci e fui criado como um Adventista de Sétimo Dia, e como tal, fui mais blindado contra sexualidade durante meus anos iniciais. Até tivemos educação sexual no ensino fundamental, e olhando em retrospectiva, isto foi notavelmente progressistas, devido a se tratar de uma instituição religiosa, mas ao ir para o ensimo médio, eu realmente não tinha ideia de quão essencial o sexo é na cultura moderna.

Uma de minhas memórias mais vívidas em meu ano inicial do ensino médio foi a professora de Inglês trazendo a boa-nova de que basicamente tudo resume-se a sexo. Na época eu pensava que eu era um humano macho típico e honestamente não acreditei em uma palavra do que ela disse. Eu me lembrei de ter assistido Friends quando era criança, e apresentei isso como contra-argumento para a declaração dela, ao que ela respondeu “Friends é totalmente sobre quem vai conseguir uma transa”. O que eu novamente não acreditei, até que eu assisti um episódio de Friends após a aula, e descobri que ela estava certa.

Após isto, eu comecei a reparar em tudo. Parecia que todo enredo de um show de TV dava-se em torno de machos cortejando fêmeas. Eu percebi que a maioria dos livros que eu lia envolviam, de uma forma ou de outra, sexo, com frequência sendo esta a motivação principal de alguns dos personagens. Como uma criança, eu não dava muita atenção a isto, mas conforme fiquei mais velho, eu comecei a perceber que isto provavelmente não era uma coincidência. Histórias são mais engajadoras se é possível estabelecer relações com os personagens, e eu comecei a perceber que sexo-como-força-motriz era aparentemente o aspecto mais relacionável, pelo menos para machos.

Isto me confundiu imensamente. Novamente, eu me considerava um macho típico, porém não conseguia me relacionar com nenhum desses personagens. Mas eu continuei vendo isto em todo lugar. Outro momento que marcou-se em minha memória foi ler um livro designado para informar adolescentes de ambos os gêneros sobre como relacionar-se com o gênero oposto. Um capítulo basicamente resumia-se à ideia de que qualquer coisa que um rapaz faz para uma garota é, de alguma forma, um esforço para conseguir transa ou ganhar prazer sexual de outras maneiras. Por exemplo, manter uma porta aberta para garotas era uma maneira de checar as bundas delas. Isto me deixou desconfortável, pois na época eu mantinha as portas abertas para as garotas devido a acahar que era uma coisa polida a se fazer. Eu não tinha interesse em checar as bundas delas; depois disto, eu sempre senti que eu não podia nem mesmo sorrir para uma garota sem me preocupar se elas estavam pensando que esta era simplesmente uma maneira de levá-las para a cama.

Eu comecei a me perguntar se isto era uma coisa somente com adolescentes, ou se estes livros talvez estavam enviesados contra os homens (novamente, eu me considerava um homem típico), ou informando todos das piores características do gênero masculino em um esforço para evitar situações de estupro, ou algo assim. Mas novamente, minhas experiências me ensinaram o oposto. Eu ouvia homens, adultos, dizerem coisas como “Tudo o que eu faço é, de certa forma, feita na expectativa de que levará a sexo”.

Foi por aí que eu percebi que eu não podia me relacionar com este mundo, esta cultura que me cerca. A sociedade inteira tem este “complô”, esta piada interna com o sentimento de “você tem de estar lá para entender”, para o qual eu fui, e sempre serei, perpetuamente ausente.

Relacionamentos e agir normal


Pela minha infância inteira, eu vi a sexualidade humana como uma barra bi-dimensional. De um lado, você tinha os homossexuais, e do outro, os heterossexuais, e todo mundo se encaixaria nesta linha. Como eu não tinha interesse em garotos, mas eu tinha interesse em garotas, eu supus que eu estava do lado heterossexual. No ensino fundamental eu tinha aquele “gostar” ingênuo e descompromissado com algumas garotas, no sentido de que eu sabia que garotos gostavam de garotas, e isto era o que supunha-se que eu fizesse para me encaixar. Dado que tratava-se do ensino fundamental, eu não me sentia muito fora d’água, e foi fácil para mim presumir que todo mundo era que nem eu, e só seguir o fluxo de como as coisas supostamente deveriam ser.

Quando eu entrei no ensino médio, eu fui para um internato que, fora o fato de tomar-me de todos os conhecidos do ensino fundamental, pôs-me em uma posição onde eu estava com meus pares todo o tempo. Foi durante estes quatro anos que eu desenvolvi meus relacionamentos interpessoais mais fortes. Eu encontrei metade de meus atuais amigos nesta escola.

Note porém, que internato é diferente de uma escola que funciona só durante o dia: você não pode pôr uma máscara durante 8h/dia e então ir para casa e ser você mesmo. Ou você usa a máscara todo o tempo, ou você não a usa simplesmente, e no processo de fazer de uma forma ou de outra, você aprende muito mais sobre você mesmo. Para mim, eu aprendi – apesar de que principalmente após os ocorridos – o que um relacionamento significa para mim.

Eu encontrei e cortejei 2 garotas durante meu tempo ali: uma autora (chamarei-a “Emma”) e uma artista (“Olivia”), ambas as quais eu ainda considero excelentes amigas. Emma estava ali por um semestre apenas, porém nossa amizade me pôs em contato próximo com a amiga e colega de quarto dela Olivia, com quem eu namorei por mais tempo.

Lembre-se de que, nesta mesma época, eu estava aprendendo que o cara estereotípico estava fazendo de tudo para conseguir transa. Eu fiz o meu melhor para afastar este estereótipo, apesar de que não a partir de uma escolha consciente qualquer, simplesmente devido a eu não sentir nenhuma dessas urgências. Eu gostava da companhia da Emma e da Olivia, até buscava por isto, mas nem uma vez eu senti uma necessidade real de tornar nosso relacionamento mais físico. Abraçar era o contato mais físico que eu desejava.

Após o ensino médio, eu fui para uma universidade , onde minhas únicas interações com meus pares resumiam-se a mais ou menos uma hora em que estávamos na mesma turma juntos. Eu nunca desenvolvi amizades, quem dirá relacionamentos, pois eu tinha tudo que eu precisava simplesmente mantendo contato com Olivia. As coisas com a Olivia culminaram quando ela veio me visitar. Meu padrasto ofereceu, se não diretamente comprar para mim, me direcionar a um lugar onde eu poderia obter preservativos, antes da chegada dela. Eu recusei, já que eu ainda não sentia absolutamente nenhum desejo de ter sexo. Olivia e eu, naquela época, já nos conhecíamos há uns 6 anos, estávamos namorando pela maior parte deste tempo, e esta visita foi a primeira vez que nós ao menos nos beijamos. Um ato iniciado por ela…

Foi então que eu me dei conta que algo estava drasticamente errado comigo, e nosso relacionamento lentamente morreu. Eu estava satisfeito com nossa conexão emocional. Eu gostava de estar com ela, ir em viagens pela costa, conversar e jogar jogos e assistir filmes. Mas eu não tinha nenhum desejo de fazer nada além disto, nenhuma pulsão para complementar o relacionamento com intimidade física. Em resumo, eu não poderia ser um bom namorado.

Após Olivia e eu terminarmos, eu estupidamente tentei reconstruir um relacionamento com Emma. Felizmente para ambos de nós, não tomou 6 anos para este relacionamento morrer também. Como eu não consigo prover adequada conexão física, eu não deveria me engajar em tais relacionamentos, tal qual alguém que não sabe nada sobre medicina não poderia se tornar médico.

O agora e o depois


Se eu tentasse encontrar um rótulo para minha sexualidade, seria “Assexual Hetero-romântico”. Eu sou emocionalmente atraído por fêmeas, mas não sinto absolutamente nenhuma atração sexual por elas ou por qualquer outra pessoa. Uma boa forma de explicar a diferença entre os dois é conversar pela internet, onde eu posso me sentir em casa. Em um sistema de chat baseado em texto, eu posso conversar, e posso sentir conexão emocional com pessoas sem nenhuma forma da biologia se intrometer. Eu desejo companheirismo intelectual e intimidade mental.

Isto não exclui proximidade física, porém. Conversar online não é, de forma alguma, uma substituição de estar na mesma sala, ou viajar juntos, ou escalar até uma cachoeira. Mas o aspecto físico de um relacionamento que eu desejo é aquém do que a maioria das pessoas considerariam que é necessário para um relacionamento saudável. Eu sou forçado a concluir que eu provavelmente serei incapaz de formar qualquer conexão significativa e profunda com alguém sem forçar algum de nós a uma situação desconfortável – ou minha parceira será forçada a aceitar algo muito menos do que uma conexão física completa, ou eu serei forçado a fingir isto. Nenhum dos casos é aceitável para mim, já que em qualquer um deles, o relacionamento como um todo está fundamentado sobre falsos alicerces.

Assim, sou posto em uma posição difícil a respeito de minhas interações diários com outros. Eu me importo com a felicidade das pessoas, e tenho como meu objetivo melhorar as vidas das pessoas que eu encontro. Eu busco sempre ser uma influência positiva nos humores dos outros, de forma que ninguém se arrependesse de me encontrar. Porém, este objetivo é abortado pelo conhecimento de que, como um macho, se sou gentil com mulheres, sempre parecerá haver o entendimento de que estou fazendo isto somente para cortejá-las. Não me parece justo ter que andar todos os dias como uma camiseta ou plaquinha escrito “Eu sou assexual, se eu estiver sendo legal com você não é para levá-la para a cama”, mas não seria justo solicitar a todos que ajustem seus paradigmas de todo o gênero masculino para aqueles de nós que são assexuais.

Eu tenho tentado encontrar maneiras de abordar o tema com minhas amigas, na esperança de que eu possa ser gentil com elas sem que elas um dia esperem que eu cobre retribuição e solicite favores sexuais ou algo do tipo, mas mesmo se isto funcionar, esta cultura ainda contamina minha experiência com as pessoas aleatórias que encontro, para as quais eu desfilar por aí com uma plaquinha declarando minha ausência de sexualidade seria estranho, na melhor das hipóteses.

Quebrado e não-humano


Como meus amigos podem certificar, eu com frequência brinco a respeito de ser um robô. Eu existo, e posso percorrer a vida completamente alheio a este aspecto da humanidade que eu nunca serei capaz de entender ou mesmo compreender mais do quê uma pessoa cega não conseguiria entender ou compreender cores. Eu ainda pego-me no pensamento de que a importância que as pessoas dão ao sexo é imaginária, que o mundo inteiro está apenas seguindo o status quo. Isto alcançou um ponto onde eu estou perto de legitimamente perguntar “O que é esta coisa que vocês humanos chamam de amor?”.

Isto soa engraçado, e a primeira vez que eu percebi que meus amigos não pensariam que eu perguntar isto seria estranho, eu até ri sozinho. Mas então eu dei um passo para trás e me dei conta do horror por detrás disto: eu não me percebo como sendo humano.

Isto não é devido a alguma agenda anti-assexual, ou algum tipo de discurso de ódio. Não é resultado de intolerância ou mesmo de pessoas me des-humanizando. É o resultado de eu estar em uma cultura que eu não consigo entender. Toda a cultura me diz que há este aspecto fundamental de ser humano – diacho, mesmo de estar vivo – que eu não possuo. Por toda minha vida adulta, eu me identifiquei como uma máquina não-viva, o que é completamente falso.

Eu sou humano. Eu desejo relacionamentos íntimos. Eu sou uma criatura social (porém muito menos social do que a maioria), e ainda assim eu sinto-me como um alien mesmo em minha própria família. E isto, para mim, é o maior perigo. Alienação não através de intolerância, mas de uma cultura tão dedicada ao sexo que eu legitimamente vejo-me como inumano.



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Pensamento Contemple sua originalidade.

MensagemAssunto: Re: O Perigo da Assexualidade   21/2/2018, 17:12

Esse texto me deixou sem ar. Quase não é possível acreditar que eu me identifiquei (dentro de certas partes) com isso. É interessante saber que outras pessoas sentem algo semelhante.
Talvez seja perigoso mesmo ser assexual, dentro desse ambiente (terra) pois você pode ser ridicularizado por se sentir assim e ser tachado de algo ruim por não chegar nas expectativas das pessoas. Muito bom o texto
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MensagemAssunto: Re: O Perigo da Assexualidade   26/2/2018, 11:53

Gabes escreveu:
Esse texto me deixou sem ar. Quase não é possível acreditar que eu me identifiquei (dentro de certas partes) com isso. É interessante saber que outras pessoas sentem algo semelhante.
Talvez seja perigoso mesmo ser assexual, dentro desse ambiente (terra) pois você pode ser ridicularizado por se sentir assim e ser tachado de algo ruim por não chegar nas expectativas das pessoas. Muito bom o texto

Que bom que gostou! Eu também gostei, e tenho uma lista de textos que gostei para ir traduzindo. Vou publicar 1 por mês. Tomara que os próximos também te deixem sem ar! sorrindo
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MensagemAssunto: Re: O Perigo da Assexualidade   27/2/2018, 15:43

Faz tempo que não posto aqui e sou recebido com um texto desses.

Me identifiquei tanto que poderia ter sido facilmente escrito por mim, passei (e passo) pelas mesmíssimas situações e parece que tudo se repete, dia após dia.

Rapaz, o que você pensa do futuro? Como se imagina?
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William Berkowitz
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MensagemAssunto: Re: O Perigo da Assexualidade   27/2/2018, 16:39

O fato irrefutável é que os seres humanos possuem essas naturezas antissociais da segregação e rotulação em outros seres humanos que comportam-se de maneira diferente ou indiferente do contemporâneo.Desenvolvem situações desumanas no minimo aos assexuais e outras classes politica sociais e sexuais.

Sempre se de graças a Deus por não viver cinquenta ou sessenta anos atras,pois o clima da sociedade era bem truculento para homossexuais e os assexuais do que é agora,mas o repudio e o desdém são eternos,são como camaleões temporais,os métodos de repressão mudam de tempos em tempos,porem os sentimentos destrutivos e auto-destrutivos da aversão e indiferença jamais mudam nem mesmo com o tempo.

O que se precisa fazer é ter educação e respeito uns aos outros assim como respeitar as diferenças dos mesmos e
encaixar espaços vazios em cada ser humano para vivermos em harmonia com a humanidade e os seres vivos.Isso com certeza não e uma resposta perfeita,mas é um passo para a verdadeiro.
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RodrigoRS
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Pensamento Você vai comer tudo isso sozinho?

MensagemAssunto: Re: O Perigo da Assexualidade   3/3/2018, 09:52

andersbateva escreveu:

Um capítulo basicamente resumia-se à ideia de que qualquer coisa que um rapaz faz para uma garota é, de alguma forma, um esforço para conseguir transa ou ganhar prazer sexual de outras maneiras. Por exemplo, manter uma porta aberta para garotas era uma maneira de checar as bundas delas.

Comecei a ficar mais preocupado com os humanos "Não quebrados".
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MensagemAssunto: Re: O Perigo da Assexualidade   3/3/2018, 22:39

RodrigoRS escreveu:
andersbateva escreveu:

Um capítulo basicamente resumia-se à ideia de que qualquer coisa que um rapaz faz para uma garota é, de alguma forma, um esforço para conseguir transa ou ganhar prazer sexual de outras maneiras. Por exemplo, manter uma porta aberta para garotas era uma maneira de checar as bundas delas.

Comecei a ficar mais preocupado com os humanos "Não quebrados".

Como assim preocupado os sexuais?
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MensagemAssunto: Re: O Perigo da Assexualidade   7/3/2018, 22:11

M-Aril escreveu:
Rapaz, o que você pensa do futuro? Como se imagina?
Você está perguntando mesmo para mim, ou para a autora do texto? Eu fui o tradutor, não o autor.
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MensagemAssunto: Re: O Perigo da Assexualidade   

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