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MensagemAssunto: Dê o seu depoimento   10/8/2013, 23:52

Olá pessoal! Eu de novo.

Alguns de vocês devem se lembrar que, há uns dois meses, nós criamos um tópico para reunir um pessoal que gostaria de participar de uma equipe responsável por discutir e repensar este espaço assexual denominado A2. Pois bem, muito já foi discutido e já começamos a fazer algumas coisas bem interessantes que vocês só verão em breve, mas acho que irão gostar feliz 

Enfim... Estou passando aqui para pedir a colaboração de vocês para uma pequena parte deste projeto que estamos organizando. Pensem bem: qual a melhor forma de fazer com que um assexual que ainda não sabe que é assexual passe a se conhecer? Qual a melhor forma de compartilharmos conhecimentos de vida para que nós, assexuais, tenhamos mais conhecimentos sobre o que nós verdadeiramente somos? DEPOIMENTOS. Isso mesmo. Quando eu estava descobrindo a assexualidade, os depoimentos me ajudaram bastante, e acho que isso também aconteceu com boa parte de vocês.

O que nós queremos é colher a maior quantidade possível de depoimentos de vocês. Nos contem sobre a vida de vocês, como começaram a perceber que eram diferentes, as consequências desta percepção, problemas enfrentados internamente e externamente, dentre outras questões relevantes que envolvam a própria assexualidade. Não se preocupem em revelar nomes ou informações pessoais, o importante é toda a subjetividade relacionada aos seus sentimentos que vocês converterão em palavras na forma de depoimentos.

Não tenha receio! Envie seu depoimento para a2depoimentos@yahoo.com.br com seu nome ou com um apelido qualquer para colocarmos anexo. Acredite, este depoimento será importante para o nosso projeto. O seu depoimento poderá fazer diferença na vida de muitas pessoas.

Abaixo há um exemplo de um depoimento bem interessante da página da AVEN. Não se preocupem em fazer os depoimentos de vocês com a mesma extensão (é até mais interessante se for menor) e perdoem-me pela tradução meia boca língua 

Citação :
Abrindo a porta para a autodescoberta
Por ~Acer~

Como humanos, nós somos geralmente uma espécie sociável, programados para apoiarmos uns aos outros em famílias unidas e comunidades e isso parece muitas vezes um conjunto de regras sobre o que é normal, esperado e aceitável no comportamento. Especialmente em uma sociedade moderna onde a mídia projeta essas ideias em todas as facetas de nossas vidas, hoje, nós somos educados muito cedo sobre como a vida aparentemente é. Não importa os verdadeiros sentimentos que existem dentro de nós, nós temos que nos esforçar para aderir às regras que nós, coletivamente, determinamos para nós mesmos. A individualidade pode ser sacrificada para um maior ou menor grau, a fim de se encaixar com o ideal de consenso e evitar a rejeição, ou então a busca do autoconhecimento se obscurecida ou evitada em favor do que “devemos ser”.

Eu estou contente por ter, pessoalmente, dado uma pequena contribuição a pequenas áreas da sociedade. Eu não fui uma das crianças populares, provavelmente porque eu fui tímida desde tenra idade e preferia ficar em casa do que ir à escola. Eu nunca vi o ponto em fazer coisas que eu não queria fazer para agradar a outras pessoas; como resultado, eu nunca fumei e eu não bebo. Nos primeiros anos na escola, tinha algumas pessoas com quem passava tempo falando sobre animais, mas, em seguida, tornei-me alienada para eles quando conversas sobre animais tornaram-se risadinhas de papos sobre meninos e maquiagem, então, em seguida, busquei encontrar pessoas que gostavam de outros temas, como escrita e desenho.

O fato de eu não ser popular não me incomodava; a maioria dos grupos tinham um tipo de personalidade completamente diferente da minha, com a sua obsessão por looks, moda e atitudes, como eu desaprovava aquela troca de namorados e como elas estavam em uma corrida para obter aquela coisa misteriosa chamada sexo, que era tema das conversas o tempo todo. Ocasionalmente me perguntavam se eu já tinha praticado ou as pessoas faziam referência à minha virgindade, mas todos sabiam que era uma grande brincadeira e que eu nunca tinha praticado. Eu os ignorava e continuava os desaprovando. Hoje eu sei que não era a sexualidade que eu criticava, mas sim o comportamento e mentalidade das pessoas em relação a isso, e elas foram a minha referência para o mundo do sexo na época.

Outra razão para eu ter dado de ombros às conversas das pessoas, foi porque eu sabia desde o início da adolescência que eu não faria qualquer coisa do tipo com os homens, embora eu não percebesse o quão diferente eu era naquela época. Antes da puberdade eu tinha ligações emocionais estranhas com os meninos que eu confundia com paixões, mas que definitivamente não eram sexuais e ainda não eram românticas. Aos treze anos tive a minha primeira ligação que era mais forte que eu e que foi muito duradoura com uma mulher. Por um ano e meio, o meu coração doía e eu manipulei situações para que eu pudesse receber um abraço dela. E foi assim realmente até então, mas depois de um período inicial de confusão, eu fiquei feliz em chamar a mim mesma de lésbica, afinal de contas, haviam apenas três opções para escolher e aparentemente aquela seria a minha. Eu queria uma garota em certo ponto. Eu queria alguém (e eu podia vê-la em minha mente) que poderia estar ali ao meu lado, duas vidas entrelaçadas, alguém com quem eu pudesse rir, que me conhecesse melhor que qualquer um, e com quem eu tivesse um vínculo único, quem eu poderia confiar e me comprometer, que fizesse meu coração se agitar com borboletas e que me fizesse rir pelo simples fato de pensar nela. Isso era o que um relacionamento significava para mim e se todas essas pessoas priorizavam atividades feitas no quarto, isso era problema delas.

Eu não estava intimidada pelas minhas chances de encontrá-la mesmo sabendo que a minha orientação fazia parte de longe da minoria. Eu apenas, contentemente, adotei a filosofia de que eu iria continuar com a minha vida e que esta menina apareceria quando fosse o nosso tempo. Quando ela aparecesse, seria especial. Eu sempre imaginei um compromisso a longo prazo e só me interessaria se achasse que tivesse chance para isso. Claro que eu sabia que eu não encontraria automaticamente A PESSOA e que, possivelmente, eu teria alguns relacionamentos fracassados, mas eu queria que eles fossem assuntos sérios e bom para se sonhar.

Eu tinha 20 anos quando fui introduzida à assexualidade. Eu ainda não tinha entrado em um relacionamento até então e não tinha me interessado por alguém fora dos meus sonhos, mas eu mantive a ideia de que era lésbica. Acho que eu caí na armadilha clássica de pensar que, por querer um relacionamento e por achar mulheres bonitas, eu teria libido e que não seria assexual, mas algum senso conseguiu me fazer clicar no link e eu percebi o que tinha de tão diferente em mim. Esta era a razão do sexo ser tão importante para eles e tão pouco interessante para mim. Em um momento, eu percebi com um choque que qualquer namorada no futuro iria querer e esperar sexo de mim. Isso foi algo que eu nunca tinha considerado ou me imaginado fazendo e eu não tenha certeza do porquê de eu nunca ter pensado nisso até o momento. Foi um banho de água fria para a minha idealização de relacionamento, porque o mundo obviamente não funcionava da maneira que eu queria.

Estou com 22 anos hoje. Há muito eu me acostumei com a ideia da assexualidade e eu sei que ela se encaixa em mim melhor do que qualquer outra orientação sexual. Eu sei que eu nunca experimentei atração sexual. Eu tenho um libido e acho que é uma parte muito inútil do meu ser. Se eu o perdesse, não sentiria falta. Eu já saí do armário na internet e para o meu irmão e meu primo, mas não para os meus familiares, porque eu sei que eles não aceitariam isso. É muito mais fácil sair do armário online, mas eu fui para o Asexual Pride em Londres que ocorreu em 2010 a fim de ajudar a visibilidade, mesmo que as situações sociais e cara-a-cara me deixem desconfortável. Eu sou uma dessas pessoas para quem a assexualidade é apenas uma parte do que elas são, e não algo que eu precise gritar para o meu próprio bem. Eu gritei sobre isso para o bem dos outros. Eu estou contente ao menos de que eu era teimosa na escola. Estou contente por eu não ser tão romanticamente inclinada, então eu não estou em uma situação desesperadora para tentar fazer uma relação com orientações diferentes funcionar. Estou feliz por ter começado a me conhecer antes de compartilhar a minha vida com um parceiro. Algumas pessoas não têm essa sorte.

Quanto a AVEN, eu acho geralmente que tenho com ela tudo o que precisava.Eu respondi questões que eu tinha, descobri questões que eu nem sabia que tinha, desvendei um enigma, e abri uma porta para uma jornada de auto-descoberta. Quem sabe onde o futuro vai me levar?
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Léo
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MensagemAssunto: Re: Dê o seu depoimento   11/8/2013, 16:47

Bem legal essa ideia, Saulo, criar um tópico para vários assuntos já é legal, mas fica meio confuso para quem "se descobriu"... Então depoimentos de cada pessoa vai meio que "direto ao que interessa". feliz
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Renata35
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MensagemAssunto: Re: Dê o seu depoimento   11/8/2013, 23:03

Ola Saulo!!!! Tambem achei legal a idéia... Só acho que nao posso ajudar muito... Sou exatamente o q escrevi na minha apresentaçao.... Assim q se servir de algo podem usa-la.
Nunca parei pra pensar quando me dei conta de q era assexual, nem se isso influenciou de alguma forma na minha infancia e adolescencia....
Nao gosto de sexo e ponto final!!!! Sou feliz assim!!! Nao quebro minha cabeça com teorías ou explicaçoes!
Encontrar esse forum deu uma alegría a mais na minha vida!!! E tomara que muito mas pessoas descubram a sua existencia!!!
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MensagemAssunto: Re: Dê o seu depoimento   30/8/2013, 11:55

Apenas voltando para informar que agora os depoimentos devem ser postados em área anônima própria aqui do fórum: CLIQUE AQUI

Vocês já devem ter visto isso, mas estou passando aqui apenas para informar sorrindo
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