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 Amores Platônicos

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Lyja
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MensagemAssunto: Amores Platônicos   23/1/2014, 22:56

Tudo bem pessoal?

Puxa, fiquei um tempinho sem entrar aqui, matutando um pouco sobre esse assunto...  envergonhado  Eu confesso que antes de encabeçar um tópico piso em ovos pra ver se não estou falando nenhuma bobagem, ou ofendendo alguém  envergonhado , e claro, peço que me corrijam sempre e façam objeções se acharem necessário, enfim…

Já me desculpo anteriormente pelo tópico ser um pouco longo. Sei que é praticamente impossível a gente escrever num fórum sobre sexualidade sem se expor ao menos um pouco, sem "sair do casulo" como já disseram. Há aqueles que contam sobre sobre suas vidas de forma mais espontânea, outros são mais pontuais no que tem a dizer. Sempre fui relutante com isso, mas a verdade é que tudo isso ajuda a gente não só a se descobrir, como descobrir aos outros, outras possibilidades de ser, de pensar, de sentir, de desabafar e de crescer. E eu espero que nesse nosso espaço democrático, ao participar e demonstrar o que sinto e penso, esteja ajudando de certa forma cada um de vocês do fundo do heart  eu te amo .

Bom, vamos lá, vou falar um pouco do que eu sinto envergonhado , como disse anteriormente me considero uma assexual/demissexual (ultra) romântica. Acho às vezes que minha condição no mundo é tão única e especial que de vez em quando não tem como não bater uma certa tristeza (claro, misturada também àquela alegria de se descobrir de repente um ser um tanto "exclusivo"), por praticamente saber que talvez eu nunca vá encontrar alguém que se sinta como eu. Pra mim, o sexo humano é ele mesmo completamente triste. Triste porque é antes de mais nada um mecanismo fisiológico e ligado ao instinto e ao comportamento animal muito mais do que qualquer coisa sentimental. E não consigo absorver o comportamento do ser humano nessa hora, de sentir tesão pura e simplesmente , de carregar nos genes toda a carga moldada pra agir em prol unicamente da perpetuação da espécie, ou apenas do ato em si. Óbvio que jamais condenaria os literalmente 99% da humanidade por isso, é a forma como a natureza enfim soube agir pra que estivéssemos aqui de certa forma. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é e simplesmente vivo e deixo os outros viverem. Jamais sairia por aí condenando ninguém por sua forma de viver sua sexualidade.

Mas também nunca consegui ver beleza alguma em uma mulher passar "chamando atenção" na rua e um homem olhar afoito, desejando-a feito um pedaço de carne nem que seja por alguns segundos, contorcendo o pescoço com totais segundas intenções. Nem nada de belo nas exigências da testosterona em conduzir o modo de ser masculino, deixando-o no cio 24 horas por dia, nem nada de belo na forma como os homens reduzem a mulher a um objeto, nem nada de belo na forma como eles necessitam afirmar sua masculinidade pelo número de parceiras "gostosas" que já "comeram" , nem nada de belo na  busca da prostituição, na necessidade de imputar sua dominação sobre a mulher de todas as formas em todas as ocasiões, de reduzi-la a feia ou bela. E nem nada de belo no que as mulheres fazem naturalmente ou em certos casos se submetem para atraírem o desejo masculino.
Eu queria simplesmente não ligar pra isso. Mas  me irrita sem querer, me entristece sem querer a maneira como "Deus" fez a coisa toda. É tudo essencialmente tão animal durante o ato, aquela busca natural por dominação masculina, o homem se achando " o bom" , a mulher se achando a "gostosa".  O fingimento do orgasmo, a "propaganda enganosa" dos gemidos em altos decibéis da mulher pra enganar o parceiro e fazê-lo se sentir poderoso, a incapacidade masculina de deixar transparecer alguma emoção profunda, de se entregar e sentir, dentre mil e outras coisas, incluindo sexo casual, swing, etc.

Fora as conseqüências de tudo isso numa sociedade moderna, que ao meu ver teria mais sentido na era das cavernas, quando propagar os genes era um imperativo essencial para a sobrevivência da espécie. Machismo, misoginia, prostituição, traições, etc.  Enfim, eu não consigo "aceitar" a natureza humana, apenas convivo bem com ela.

Como eu disse, não condeno o que cada um faz entre quatro paredes, porque isso é problema dos outros. Mas acho que tenho essa visão porque não sinto o que a maioria sente, não consigo. Eu sou diferente. Eu não consigo conceber a idéia de uma relação sexual sem o sentimento de amor verdadeiro , grandioso e profundo antes. Sim, aquela coisa melada, hiper -lacrimosa, com glitter, com borboletinhas, suspiros, anjos, pétalas de rosas, purpurina, estrelinha, lantejoula, açúcar e afeto. A coisa toda. Os sintomas profundos  da paixão.  Tremores, palpitações, rubores na face. Dias e dias intermináveis, ou anos e anos pensando no ser amado.  Coisa que ao meu ver, existe pouco nesse planeta e cada vez menos.

E isso explica um pouco minha vida nesse sentido.  Nunca sentia nada por ninguém que quisesse algo comigo, ainda que fosse o Brad Pitt,  porque simplesmente não estava apaixonada pra sentir.  Só me apaixonei uma única vez na adolescência por um "ser real"  (um tanto psicopata) e foi uma das piores coisas que já me aconteceram, pois além de não ser correspondida, ainda fui extremamente pisada durante quatro anos.  Não gosto muito de lembrar. Mas depois disso, saí fui para baladas por aí ( na qual não vi graça nenhuma em nada, porque também não sentia nada naquele beija-beija, a não ser vontade de vomitar), e depois me envolvi com uma pessoa e chegamos aos "finalmentes" mas não senti nada de novo porque novamente não estava apaixonada.  O fato é que minha vida ficou permeada de amores platônicos no mais alto nível que isso significa. O Amor que satisfaz sem satisfazer de fato. Que existe mesmo somente através da fantasia, do campo das idéias, da imaginação e da idealização do ser amado. É assistir um filme no cinema e depois ficar com o coração palpitando pelo personagem/ator principal, é assistir um programa sobre decoração e perceber que não consegue mais parar de pensar romanticamente naquele decorador bonitão.  

É um tormento por não ser nada real, e ao mesmo tempo um deleite, acho que só quem passa por isso sabe. E só me faz pensar que se ao menos o mundo fosse feito só de demissexuais ultra-românticos. Se o mundo fosse mais Amor que instinto. Podem me chamar de louca à vontade, não tem problema,rs.  Não sei se assexuais românticos estão mais suscetíveis a amores platônicos, por serem uma forma de sublimação, mas enfim. Foi apenas um longo desabafo, e acho que só poderia postar aqui mesmo, no único espaço no qual me sinto mais a vontade pra falar….
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   23/1/2014, 23:27

eu gostei do seu desabafo <3 eu acho q me identifiquei com quase tudo que tu falasse.... acho q as unicas 4 veses na vida q eu achei q gostava de alguem no sentido romantico foi pura platonice língua e como vc disse.... é um misto de anciar e ao mesmo tempo gostar daquela relação :p é estranho e legal ao mesmo tempo.... e é estranho tb (sim, estranho duas veses kkk) tb sinto isso em relação a sociedade atual.... mas é algo q temos q aceitar pois a felicidade deles vale tanto quanto a nossa enquanto eles estiverem respeitando ums aos outros :p
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Joli Fowl
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   23/1/2014, 23:48

Acho que esse é o desabafo mais legal, puro, honesto e sensível que já li. Sim, me identifico com ele, embora eu goste de ir em balada (raramente agora), porque ano passado eu ia o máximo possível porque eu "queria ser inserido em uma vida social", agora que me descobri assim e como o mundo é e uma porção de coisas do tipo eu percebo que me machucava com esse tipo de atitude... eu parei então. Mas lembro que no início eu era mais ou menos como você, penso em que talvez você se questionasse sobre o que é o amor, acho que ajudaria o seu caso, porque eu também entendo essa frustração de não ter alguém... é bem desconfortável para mim por mais que eu tolere isso agora.

Eu queria "amar", mas, depois de tudo o que descobri de mim e do mundo, tipo, não, não dá. Só vou me machucar. Por mais que eu tenha uma visão de amor diferente da sua (agora).

Sobre o que você falou dos homens, bem, não que seja mentira, mas é uma construção social de certa forma (a ideia de que o homem tem ser viril, forte, rico, com posses e mulheres, ou seja, cisnormatividade). Mulheres também são como os homens, também desejam muito por sexo (até onde eu sei), digo que várias passeatas em prol da liberdade sexual feminina confirmem isso.

Mas acho tocante teu relato, de certa forma me faz perceber algo assim em mim também que guardo bem no fundo do meu inconsciente para não sofrer (assim como outras questões bem delícadas). Daí me adapto ao mundo, é, é triste... eu lhe entendo.
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 00:09


Gostei do que você disse. E destaco essas partes como as que mais gostei, resumindo:

"Enfim, eu não consigo "aceitar" a natureza humana, apenas convivo bem com ela."

"O Amor que satisfaz sem satisfazer de fato. Que existe mesmo somente através da fantasia, do campo das idéias, da imaginação e da idealização do ser amado."

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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 11:24

Eu estava lendo com água nos olhos de verdade.

Me identifico muito com o que você disse, principalmente essa parte que Wie também destacou

'O Amor que satisfaz sem satisfazer de fato. Que existe mesmo somente através da fantasia, do campo das idéias, da imaginação e da idealização do ser amado.'

Até me lembrou de mim mesma tentando explicar a Ruth de onde saia os sentimentos das minhas poesias. Eu amo, como todo o meu ser. No entanto meu amor só existe na fantasia, dentro das palavras que escrevo, dentro do meu mundo de magia.

Acho que a nossa diferença é que eu não conseguiria amar fora do meu 'mundo de fantasia' o meu 'amor' morre no mundo real. Parece que ele perde a pureza que tinha antes.

Gostei muito de ler o seu desabafo, me deu uma vontade de te abraçar >..<
Desculpa, perdida eu =p

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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 11:36

Eu também Sah. Penso exatamente assim.

'O Amor que satisfaz sem satisfazer de fato. Que existe mesmo somente através da fantasia, do campo das idéias, da imaginação e da idealização do ser amado.'

Mas comigo não é somente a "idealização do se amado", mas também a realização desse ser. Daí percebi que a realização precisa ser minha e ela estar comigo por isto,e também ao contrário, ela se realizar para eu me encantar. Porque do contrário, perdemos este encanto e a admiração que é sustentáculo deste amor. Deste realizar-se nos olhos, na fantasia...
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 11:49

Mas o amor pode ser duro, rude e ferir como espinho como diz Shakespeare. Mas não vejo esta rudeza como ele viu "no sofrer doentil, febril" e sim com os olhos de Victor Hugo em Fantine. O rude sobreviver do imperativo social. De todas as formas, circunstâncias econômicas, sociais, fisiológicas...

Ah, Fantine... como você sofreu deste amor! Que dureza sua vida. E quão humana e generosa também. Porquê pessoas assim hão de sofrer? Não parece  justo...  triste

Também em Jean Veljean. A rudeza deste imperativo social não o deixou viver. Vejo na literatura que ele não pode sequer conhecer o amor (romântico) por causa disto, sua cabeça não pode se ocupar. Muitos homens em nossa sociedade vivem o desprezo por esta cobrança comportamental que o lipe citou. É de uma virilidade imposta, um desprezo pelo humano. Soma-se isto àquele imperativo e o que temos é uma busca comovente pelo amor próprio desta sobrevivência...

Mas sob os auspícios disto tudo é que na verdade pode residir aquele chamamos de "o verdadeiro amor".

Um fotografo chamado Evandro Teixeira conseguiu registrar isto. Sua foto chama-se "casamento em Paraty", se não me engano. A foto é de uma brasilidade e generosidade incrível. E os noivos, após casarem-se, foram para um boteco comemorar suas núpcias. Compraram um litro de leite e um biscoito cream cracker - custo da sua pobreza rudimentar e esquecida, pouco lembrada até por eles - mas isto o tornou significativo. Porque o maior de tudo foi este significante (não lembrado no significado) que era o verdadeiro amor. Na simplicidade, sem perceber. Isto acontece conosco de diversas formas, em qualquer meio e classes. É este amor que penso ser dever ser o principal recanto à realidade da vida.

Acho que este amor pode ser romântico e lindo sim. Vivido também dentro das mais belas fantasias.


Última edição por Maximos em 24/1/2014, 13:39, editado 3 vez(es)
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Léo
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 12:20

Gostei muito do q escreveu, Lyja :] estava mesmo procurando uma frase que pudesse resumir o modo mais gostoso e puro de amar... Essa frase mesmo, que muitos destacaram.

O inconformismo pelo "o homem tem q ser assim em suas atitudes", destacadas também pelo Lipe, foi uma das principais ideias que me fez procurar esta comunidade, uma inquietação mt triste.

As coisas, para mim, são mais confortáveis quando permanecem nas idéias, somente. Nada de realizações. (:
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 13:16

Lyja achei interessante também o que escreveu. Porque é exatamente assim que a banda toca neste mundo sexual e impositivo.

Destacado pelo Léo. Acho que a única cura para este hedonismo doentio da sociedade é guardar - este amor que sentimos - numa caixinha de joias. Permanecer com ele no recanto das ideias, do saber. Mas trocar esta caixinha sim Léo - assim penso - mas não da maneira convencional, mas na amizade verdadeira, no querer bem ao próximo, no sorriso seu que é devolvido por ver a alegria do outro. Entende?! Sinto que o encantamento deve ser pela realização de ambos, pela força que há no querer bem. Assim nos realizamos também.

Se dermos um murro numa parede suas mãos doem. Se construirmos, esta mesma se levanta e cresce. Por que pessoas descritas - que são o objeto do desejo - são como espelhos. Não podemos deixar voltar essa carga emocional pesada para nós. Sofreremos! A outra pessoa precisa sair deste espelho também, deixar de ser somente o Narciso refletido para gente. E ali, frente à frente, descontruir o mito e a fantasia mentirosa e construir um novo mito e fantasia verdadeira.

Mas é só a maneira que estou pensando agora. Mais porque já sofri colocando o outro no pedestal, como entendi da mensagem. Neste pedestal deve haver lugar para dois, do contrário ele cai em cima da gente e nos sufoca. Já sofri muito de paixão, e é uma dor causada por nós, mas com a imagem do outro. Só queria dizer, que é este autoconhecimento que nos trouxeram para cá e que buscamos na nossa assexualidade (digo no nosso caso) que nos farão ver estas coisas com mais clareza.

Daí estou falando que podemos inverter isto. Os dois cultivarem o amor por si mesmo e depois trocarem as caixinhas. Não parece legal? sorrindo
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 13:36

Então, consigo compreender isto que cada um disse com profundidade. Por que as palavras da Lyja me descrevem muitíssimo também. As coisas que falei, penso ser num campo ideal. Mas na realidade sofro muito, muito mesmo por paixão. Daí é que estou falando para desconstruir isto. Para a gente sofrer menos. Entende? sorrindo
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 13:40

Bem pensado esse texto!

Já tive amor platônico, não nego. Digo também que já sonhei, criei mentalmente um futuro lindo, onde os casais são uns amores e são felizes para sempre... rs

Porém, (desculpe pelo porém, rs) há certo tempo estou me afastando um pouco dessa ideia. Não por medo ou por falta de correspondência, mas por não me sentir afim de formalizar e estruturar um sentimento tão forte. Acho muito bonito (fofo até) ver casais que se dão bem e que se gostam, mas por outro lado parece que ao mesmo tempo que gosto de ver, não me sentiria bem se isso fosse comigo.

O que estou sentindo no momento não quer realizar esse amor platônico como vocês disseram, mas por outro lado também não quer mais idealizar (imaginar) isso acontecendo. Desculpem pela confusão ^^

Não fique com vergonha de falar o que pensa Lyja. Sinta-se a vontade!  feliz
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 13:52

Também acho que não deva ter vergonha. Porque na verdade quase todo mundo sente isto. Seria muita mentira da minha parte falar que não sou ultra-romântico. Porque sou assim e descontruir isto em mim é muito duro. Amo a fantasia, idealizo muito o outro. Idealizo este casamento lindo que a Ruth falou. Queria construir ele de verdade. Mas só estou falando isto justamente para defende-lo em nós. Sinto que não precisamos deixar de acreditar, só precisamos revê-lo. Lyja, seus sonhos são lindos, não desista deles! Só não se deixe sofrer. Talvez este que te fala sofra bem mais... mas não é ideal sofrer. Ainda mais nesta sociedade hedônica que estamos falando. Não podemos deixar este monte de Narcisos destruírem esta coisa bonita que tem dentro da gente... E sim, ela pode ser vivida, assim penso e espero. Por isto tenho me esforçado para rever isto dentro de mim e construí-lo de novo de maneira que nos faça sentir bem. sorrindo
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 14:12

Eu já imaginei e muito, hoje em dia nem tanto. Mas quando vejo um filme que gosto por exemplo, e nele tem um romance invejável, logo tô eu lamentando não ter, e imaginando como poderia ser.

As vezes o bom é isso, só imaginar, sonhar... Porque na prática parece que não tem tanta beleza.
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 15:19

Caras, eu super entendo isso, mas vocês já não tentaram subverter esses coisas pra poder desfrutar delas??
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 15:38

eu sou muito feio... Sou calvo, isto me faz parecer um gremilim ou um corcunda de notre dame. As pessoas feias nao podem se dar ao luxo de sentir este amor porque ele e duro. Ja tentei me aproximar de uma menina que eu gostava e ela me olhou com desprezo da ponta do pe a cabeça na minha frente admirada com o meu ultraje. Senti o coraçao doer, como se fosse uma pontadinha e vontade de chorar. E sou um besta porque sempre volto a acreditar nisto... Eu nasci sem este direito...
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 15:43

vivo num cadafalço e como se eu nao tivesse direito de sonhar com isto
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 15:45

Ei Max, o que é beleza? Beleza é ter olho azul ou olho verde? É ser loiro, é ser ruivo, é não ter cabelo? É ser moreno, branco ou negro? Beleza é ter a postura certa? Beleza é ser alto ou baixo? Beleza não é privilégio, é um conceito atrasado para classificarmos nossos preconceitos ou ainda assim nossas afinidades. Suas características são únicas, originais. Aceite-as e ame-as, amigo! sorrindo

Será que você realmente seria feliz com esta menina se ela te aceitasse sendo quem você não é?
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 15:55

ate quando as situaçoes eram mais ingenuas de todas eu me fudia com isto. Ninguem quer trabalhar nem ficar perto de gente feia. Ate com professores, veja, professores que sao os que devem acolher e amar eu me ferrava tinha que provar ser o melhor da turma pra ter direito de perguntar algo Eu me fudi a vida inteira no meio social tentando amar as pessoas que me odiavam e eu nem sabia porque. Chegava de coracao aberto e limpo e so tomavaa cacetada. Tento ser bom, falar com carinho mas ainda sou tratado como bajulador. Essas situaçoes me impuseram medo de viver, medo de falar, medo de sorrir porque e estranho
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 15:59

Ruth está certa e isso também implica em meu questionamento. Se ver assim nunca vai lhe trazer alguém para uma vida a dois. Tente ver e interpretar seus sentimentos de outra forma, sua aparência também. É a mesma coisa. Se martirizar assim não vai trazer nada de bom, cara.

Você pode aceitar essas características como algo seu e "jogar com elas", usar a seu favor. Vai por mim e seja sincero em seus atos, vai rolar tranquilo.

"Subverta-se"

Antes me via como alguém feio, depois me vi como "ugly-sexy" e vi tudo mudar. Mesmo. São questões tanto de atitudes quanto de aparência, a aparência é como a cereja no Sunday.

É tudo uma questão de perspectiva, amigo.

Ter defeitos pode ser uma vantagem  piscando 
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 16:15

Eu vi um vídeo do qual nunca mais pude encontrá-lo novamente no qual dizia o que era a beleza e da onde ela surgia. Se engana ao pensar que beleza é apenas para classificarmos nossos preconceitos, Ruth.

O vídeo era o seguinte, o cara explicava que a beleza é a ideia daquilo da qual cultivamos com o passar do tempo. Ele usa um exemplo, o terno marrom. Por que ninguém usa muito o terno marrom? Ele diz que quando pensamos no marrom, lembramos de terra, a terra que suja a roupa, a roupa suja do cara que mora na roça e trabalha sujo e com sua roupa imunda de terra. Bom, ele é empregado em 1800, trabalha e mora na roça, vai à cidade levar o leite com a roupa suja de terra. Ninguém da cidade grande quer se parecer com um 'roceiro sujo' por isso há a tradição de desvalorizar o terno marrom desde muito tempo a não ser que esse terno tenha detalhes que são considerados caríssimos... Aí seria bem visto e belo.

O vídeo mais tarde diz sobre olhos azuis, o autor tem olhos azuis. Por que olhos azuis são considerados belos? Porque eles são raros? Não. É a ideia dos que tiveram olhos azuis que os fizeram belos, e essa ideia é passada até hoje. Se, por exemplo, você conhecer uma loira na infância e essa pessoa trazer coisas ruins à sua vida, é muito provável que no futuro você nem perceba que acha a cor loira feia. Feia porque é a ideia que você considera feia, não a cor. A cor é o de menos, imperceptível aos olhos.

Às vezes vemos pessoas dizerem "você é muito linda", e você olha e de primeira diz que o cara está louco. Mas se pensares, verá que a ideia construída sobre aquela pessoa a fez ser considerada linda pela sugunda pessoa. Se um filho é o grande orgulho da mãe, ele pode não ter os desenhados padrões gregos de beleza, mas ela sempre verá as características do filho como algo mágico e perfeito.

Ou seja, é belo aquilo que carrega seu significado belo, a beleza é relativa a cada vivência de cada pessoa, a vida de cada qual constroi as ideias das coisas, e se aquela ideia for boa, será considerado tudo àquilo belo, caso contrário, feio. Algo totalmente invisível aos olhos.
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 16:20

Uau, perfeito, Léo!

Beleza é uma construção social(houve um tempo que a sociedade valorizava mulher gordas). Poxa, procure achar o vídeo! desejo muito vê-lo!
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 16:21

Por isso, Maximos, que deves pensar que não existe a 'feiura', porque ninguém olha com os olhos e diz que é feio, as pessoas julgam com o preconceito, mas ela repassa a ideia que foi carregada por tradição ou vivência. Tudo o q disserem ser feio pode ser mudado, pois as ideias mudam, logo, o que vemos não é essencial a nada.

Vlw Lipe, tentei achar muito esse vídeo, vou tentar novamente recordar o q estava procurando para tê-lo encontrado. É sim uma construção social
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 16:28

Não é um documentário? tenho um doc aqui que fala sobre algo assim, mas não vi ainda. Chama-se "olhos azuis", aliás, sobre construção social e amor platônico, lembrei de uma frase do Bukowski, ele dizia que "o amor é um tipo de preconceito", acho que carrega esse mesmo significo que o Léo postou, algo de vivência mesmo.
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 16:30

A beleza (pra mim) é formada pelas nossas afinidades mais profundas, seja de determinada aparência ou não.

Disse também de preconceitos, pois de certa forma, uma parte da sociedade é levada e alienada pelos padrões sociais como se só houvesse apenas um único e bom jeito das pessoas serem. Generalizando. Preconceito não é algo simples. Nem todos amam as características, os jeitos, estilos, preferências dos outros. Também nem precisam amar, precisam respeitar.

Léo, sobre esse ponto, boa parte pode se encantar com algo por uma determinada lembrança, experiência mas não podemos esquecer que as pessoas são muito influenciadas principalmente por todo conteúdo de mídia relacionado a algo. Como se o cabelo liso fosse o melhor cabelo que se pode ter. Como se o homem musculoso fossem o marido que todas quisessem ter. Seguindo isso, quem não abre os olhos e sai dessa realidade falsa, acaba ignorando os sentimentos dos outros e procurando apenas aparências.

O ponto que quero chegar é que apesar de haverem fontes de rejeições para todos os cantos, devemos nos amar do jeito que somos. Meu discurso de sempre: como seremos amados, se nem nós mesmos nos amamos?

Uma musiquinha sobre os padrões sociais e de como a maioria da população idealiza a vida perfeita, não só ligando para aparências, mas como um ciclo infinito. Guiadas por influências, todos querem ser iguais
http://www.vagalume.com.br/malvina-reynolds/little-boxes-traducao.html
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 16:33

Era um vídeo um pouco grande, mas não era bem um documentário, era só um cara loiro de olhos azuis e barba explicando a beleza. língua vou pesquisar mais pra ver se encontro, já busquei por várias palavras chaves, mas nada ://
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   

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Amores Platônicos

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