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 Amores Platônicos

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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 16:46

Rsss, valeu sorrindo . Mas dizendo bem a verdade, esta não é a maneira que me vejo não. Isto que disse é o como me vêem. Uma colega de um trabalho que tive já riu na minha cara dizendo que seria a coisa mais feia do mundo a minha imagem fazendo sexo. Eu fiquei triste, confesso. Mas sabe, é uma coisa que nem desejo... Não é pela pressão disto tudo, mas é que não desejo desde criança... Como uma pessoa pode falar isto de mim se nunca pedi nada neste sentido para ela? Como ela pode me comparar sexualmente se nem falo de sexo? Me senti injustiçado... Mas fiquei calado e respeitei a opinião dela como é de se fazer. Mas eu não ligo mesmo não, rsss. Obrigado pelas palavras de conforto. Assim como vocês que pensam diferente eu nem ligo para isto. Mas a questão é que eu sofria na pele sem fazer nada... Sabe, é tipo o patinho feio, ninguém se identifica, ninguém quer ficar perto. Sobre isto não ligo, o que ligo é ser olhado por uma desconfiança mesmo sem fazer nada. Holywood colocou os carecas como caras maus, psicopatas ou mal caráter. E as pessoas acreditam nisto! Sabia? Elas acreditam mesmo! Mesmo que sendo preconceito negado. Daí, antes de me conhecerem fazem muitos julgamentos. No meu primeiro dia no trabalho de serviço público me acusaram discretamente de roubo. Uma pessoa que conheci num estágio me pediu carona, veja, ela me pediu carona, no meio do caminho perguntou se eu não iria sequestra-la (isto é grave). A outra colega que lhe dei carona quando errei o caminho quase teve certeza, gritava na minha frente e eu preocupado sem saber dizer que só tinha errado o caminho. Isto, pior ainda associado a assexualidade porque não me interessa falar de sexo e é sem querer, não é porque não quero falar ou tenha raiva, só não sinto interesse. Daí vem uma pressão para eu falar disso dos amigos que falam isto por maldade para me expor. Ainda bem que isto tem acabado.

Por anos da minha vida tive que acabar com isto me isolando, falando menos possível com as pessoas. De uns anos para cá eu "despiroquei" (rsss, desculpe o termo). Sou uma das pessoas mais populares do meu departamento na faculdade. Acredita nisto?! Estas coisas estão mesmo na mente como Lipe e Ruth bem disse. Não busco mais nos outros aceitação busco em mim. Mas confesso que tenho recaídas de vez em quando. Quando uma pessoa faz piada maldosa comigo ela é cortada na hora, sem dó nenhuma, embora com respeito. Sabe o que tem ocorrido? Até esta aparência meio feia e apática tem mudado. Sabe aquela piadinha da minha colega sobre sexo comigo? Rsss, veja: algumas mulheres sexuais hoje me procuram pela conveniência do sexo. Me sinto com o ego inflado, mas como não desejo isto não rola nada, nem ficar pois não gosto. A algum tempo já faço esporte e minha aparência mudou muito. Hoje já e meio a meio, posso dizer que tenho sofrido mais por não saber me portar e refutar o assédio do que isto. Mas como desabafei, de vez em quando ainda tenho este trauma.

Bem, queria agradecer a prontidão da empatia de vocês. Olha só como o ser humano é fantástico também no acolher. Isto é a manifestação mais linda e pura do ser humano. Obrigado Ruth, obrigado Lipe! sorrindo
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 16:52

Valeu Léo!!! sorrindo
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 17:12

Enfim, o que tenho mais dificuldades hoje. É buscar ter uma vida melhor, com saúde e bem estar. Mas geralmente, fazer exercícios por exemplo, faz necessariamente com que nossa aparência mude. O que me dá raiva é que as pessoas associam este meu lado como alguém sexual. Daí a pressão por sexo. Então, além dos traumas com aquele problema ainda me vem outro agora, que é não saber lidar com isto!
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Joli Fowl
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 17:16

Ah, fico muito feliz com o penúltimo paragrafo, continue assim, meu caro, continue assim... adoro quando isso acontece hehehe
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 20:49

Gente, vocês são uns fofos, cada um de vocês. Adoro-os muito, de verdade, desde o momento em que eu só fuçava o fórum antes de me cadastrar. Obrigada pelo carinho e por tudo, inclusive a paciência de ler esse desabafo. Tenho vontade de dar um abraço em cada um de vocês mesmo, Sah, Lipe, Ruth,Lee, Maximos  (passei pelos mesmos problemas em relação à beleza que você disse, já já eu menciono que penso disso), Leo...  Li cada um dos comentários. E confesso que me sentia tão angustiada que realmente não esperava que alguém fosse se identificar com o que eu sinto.  E deu pra ver que tive uma surpresa.

Vai um adendo… Nos encontramos em questões muito complicadas. A natureza não usa de classe, nem de finesse. Se você está com vontade de vomitar no metrô após ter tomado todas e comido 1Kg de patê de Foie Gras com amendoim vencido, seu estômago vai colocar tudo pra fora e pronto. Você pode tentar evitar, se der, mas se não der, não deu. Ela não está interessada em saber que você não quer passar vergonha na frente de todo mundo. Da mesma forma se você estiver com uma diarréia realmente incontrolável ela virá e não irá te poupar, esperar você chegar em casa e sentar na sua linda privada.

E isso é dolorido quando penso no que é realmente o sexo, e como o encaixe dele com amor é algo tão complicado, por que a separação entre uma coisa e outra é tão evidente, causando crises e angústias nas nossas emoções e na nossa racionalidade. O sexo faz parte da  natureza, e ela não está nem aí com os sentimentos da moça apaixonada, se um casal de namorados está passeando de mãos dadas e uma mulher de glúteos e seios avantajados passa ao lado do rapaz  que naturalmente se sente atiçado. Ela vai brigar com ele e ele vai tentar se explicar. É complicado para os próprios sexuais. Que mulher gosta de ser traída? Que homem gosta de perder espaço para um "macho alfa"?  Mas penso que os questionamentos de um sexual estão dentro dessa natureza particular e não saem disso. Eles estão inseridos no comportamento sexual porque isso faz parte do corpo deles e tem suas formas de lidar com as coisas como elas são, se integrando perfeitamente a elas.

Já para certos "seres quase invisíveis" como eu  a coisa se dá de outra forma, como se a "minha natureza"  como assexual romanticíssima fosse outra, completamente contrária a tudo isso. E longe de qualquer pretensão, apenas para ilustrar melhor os fatos:  É como se asas tivessem crescido nas minhas costas, uma auréola tivesse aparecido na minha cabeça e eu estivesse olhando tudo "de lá de cima" numa nuvem questionando porque o sexo não poderia ser naturalmente subordinado ao Amor como se o Amor fosse ele próprio uma espécie de instinto, porque é exatamente assim que acontece pra mim e porque seria maravilhoso se todos fossem como eu sou pra que eu pudesse me livrar dessa angústia medonha de simplesmente não conseguir amar, e finalmente encontrar alguém como eu!!!!  Porque meu corpo e mente embora presos à esta Terra, estão num universo paralelo completamente diferente a ponto de  não engolir a natureza desse mundo.

Amar um sexual acabaria muito mais comigo. Porque o meu sexo seria uma total entrega num momento de grande amor e intimidade, e o dele seria mera fisiologia, embora ele pudesse "encaixar" o amor nessa história. Porque o "amor" dele estaria ligado diretamente à quanto eu mantenho e cuido da minha aparência e do meu peso, o quanto mantenho minhas partes depiladas e minhas unhas feitas. Porque uma traição da parte dele, não me deixaria brava ou chateada. Simplesmente rasgaria minha alma ao meio por ele ter permitido que algo sagrado , que deveria acontecer única e exclusivamente entre nós dois como uma das maiores provas de amor, fosse sentido com outra pessoa, deixando uma "parte" dele com aquela pessoa pra sempre.  

Mas estou tentando superar essa angústia aos poucos. Talvez um lado "trágico" , desvantajoso da assexualidade ultra demi romântica.

E pois é Lipe de Freitas, eu queria abstrair tudo isso. Eu acho que precisaria comprar uma bata branca e me fantasiar de Padre Marcelo Rossi, pra sentir o Ágape, aquela espécie particular de Amor que TUDO supera e que depende exclusivamente da capacidade espiritual de abstração completa, minha mente em Jesus, em Buda, em Krishna ou sei lá o que pra esquecer.

Maximos… A questão da beleza, eu poderia escrever um outro loooongo tópico à parte, porque essa questão traz tantas tragédias na vida das pessoas… Resumindo um pouquinho: passei por bullying pesado por conta disso minha adolescência inteira (e não, não me recuperei totalmente, até hoje carrego isso), e hoje penso num único mantra que tem a ver com a causa de tudo isso: imposições de padrões pela sociedade, imposição de padrões pela sociedade, e imposição de padrões pela sociedade. E vivemos numa sociedade doentia, é fato.  Quanto mais aprendemos sobre como funciona a loucura dos OUTROS mais vemos o quanto nossas neuroses são causadas pelas neuroses  primordiais deles, a necessidade de desqualificação das pessoas por qualquer motivo, incluindo características físicas, são para os inseguros, ou os necessitados se sentirem superiores eles mesmos.

Por fim… a história do amor platônico pelo ator e pelo designer é tudo verdade. Eles existem, não foi um mero exemplo… Isso é algo que pode ficar eternamente assim...

Gente preciso parar de escrever um pouquinho, porque é sério eu estou quase chorando aqui, minha cabeça e garganta estão doendo. Falei pra vocês coisas que acho que se fala mais em psicanálise ( e confesso que está sendo MUITO melhor com todo o apoio de vocês aqui.)
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/1/2014, 23:39

Adorei novamente o que escreveu, Lyja! O quinto parágrafo diz muitíssimo do que muitos de nós diria em primeira pessoa.

E sinta-se em casa, estamos todos aqui, do Brasil(e de Portugal) todo, para trocar ideias e adoramos o que escreve, Lyja. (:
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   25/1/2014, 02:54

Awww, quem fica sensibilizada é eu, Lyja. Fico grato que tenha se aberto assim, de forma tão verdadeira.

É foda, né? bem, aqui há realmente pessoas que partilham do mesmo sentimento, então não se preocupe. Soa clichê, mas tudo vai ficar bem.

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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   25/1/2014, 10:21

Estamos aqui para o que der e vier. Seja com pontos de vistas iguais ou com pontos de vista diferentes. As conclusões que se pode chegar a pensar sobre o amor platônico são infinitas e pode escrever o quanto quiser que estaremos aqui para debater mais questões. Achei ótimo que nosso apoio tenha te deixado feliz! Também acabei amanhecendo feliz!

Agradeço os abraços virtuais!

\o/
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/7/2014, 13:22

Me sinto exatamente assim, e me sinto frustrado por ainda sentir isso...

Mas, realmente acho que "As vezes o bom é isso, só imaginar, sonhar..."

Emi. escreveu:
Eu já imaginei e muito, hoje em dia nem tanto. Mas quando vejo um filme que gosto por exemplo, e nele tem um romance invejável, logo tô eu lamentando não ter, e imaginando como poderia ser.

As vezes o bom é isso, só imaginar, sonhar... Porque na prática parece que não tem tanta beleza.
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   24/7/2014, 13:24

ruthjamison escreveu:
Estamos aqui para o que der e vier. Seja com pontos de vistas iguais ou com pontos de vista diferentes. As conclusões que se pode chegar a pensar sobre o amor platônico são infinitas e pode escrever o quanto quiser que estaremos aqui para debater mais questões. Achei ótimo que nosso apoio tenha te deixado feliz! Também acabei amanhecendo feliz!

Agradeço os abraços virtuais!

\o/

Faltou o meu, Ruth!

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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   8/8/2014, 23:49

Ahhhhh adoro amores platônicos *-*
Mas acho que é ruim, pq vc sonha tanto, idealiza tanto e no final sai tudo diferente do pensado!!
Mas ao mesmo, esse sentimento de "estar apaixonado", mesmo que platônico é tão bom.

Sei lá, é uma inconstante
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   14/3/2015, 22:23

Me feri tanto nessas historias de amores platonicos que eu evito me apaixonar por alguém (quem me quis, me quis so para os finalmentes). Sou aquela que prefere evitar guardar magoas e rejeiçao. Prefiro a solidao do que a incerteza e sofrimento.
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Felipe diniz
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MensagemAssunto: é tamanha a concordância em nosso pontos de vista q me chocou a leitura    15/3/2015, 18:37

Lyja, topar com esse fórum a respeito de tal assunto por si só já foi surpreendente, empolgante e até um alívio.
Mas confesso q ao ler seu texto não exagero em dizer q fiquei chocado com suas palavras pela tanha similaridade em muitas conclusões, ainda que possa haver algumas pequenas discordância a respeito de qual é a motivações e razões que trazem os resultados, mas  principalmente importante em seu contexto geral penso que nossa noção a respeito do assunto compartilha do mesmo núcleo
Vários fatores em comuns estão presentes em minhas conclusões ao refletir sobre o assunto, a descepcao em assistir o primitivo papel que tudo em relação a sexo ainda resiste na nossa sociedade, a noção de não compartilhar uma posição minimamente comum em uma sociedade e conscientizando-se de que realmente somos bem diferentes, achei particularmente interessante a similaridade das nossas opniões principalmente por se tratar to tópico que se trata haver tal concordância entre um homem é uma mulher, sabemos ser muito improvável.
Dito isso eu irei logo a minha própria descrição do assunto e sendo assim claro que é tbm expor pArticularidaes.

Assexualidade, e com toda a certeza um tópico de muita reflexão, e como muitos outros alimentão  frequentemente às minhas reflexões, mas é topico que ainda que se colocado entre outros que requerem  debates, opniões e reflexões, mas quanto à assexualidade é tamanha falta de conhecimento e até de reconhecimento é tão banalizado ainda que consequentemente não encontre espaço para se desenvolver, e enquanto para os que não compartinham de alguma forma pessoal com a condição nega se  ainda q superficialmente se quer falar sério sobre o assunto,
Pois para a maioria isso não é sério,os que têm um contato pessoal com essa condição como eu e você geralmente somos obrigados a aprisionar essas reflexões tão ricas e faze las se limitadas a reflexões pessoais e particulares.
Eu achei ótimo ter encontrado esse espaço para falar a respeito, até mesmo por que quando
Chegamos a elevar um pouco as questões e como a Lyja além de tentar descrever sua condição e entendimento não tão naturais a respeito do sexo, ela também começa a expor aos olhos delas as inconsistências e futilidades que compõe a vida sexual natural na nossa sociedade,
De fato penso eu que questionar os valores. E todos os costumes que descrevem o sexo tradicional na nossa sociedade é inerente ao se tratar de assexualidade.
Trazendo de volta o núcleo da discussão. A assexualidade veio se apresentando paramim de seguinte forma, eu me casei bem jovem minha vida sexual no casamento era saudável e ativa, em meu casamento como nos relacionamentos que se seguiram eu sempre fui alguém que acreditei de verdade que era a pessoas para me estabilizar de vez, é apenas estando bem envolviso sentimentalmente, independente de fatores mais medíocres e que realmente é u poderia dizer que ocorreria o tipo de sexo o qual eu poderia admirar o prazer que me proporcionou, mas ao contrário de muitos homens eu notei logo no início que não era um bom sexo que me faria apaixonar por uma mulher, mas que apenas após estar apaixonado por ela eu poderia desfrutar do prazer de um bom sexo, e pra mim foi sempre assim quanto mais eu estava conectado c as parceiras que tive melhor era o sexo e não o contrário.
Mas ainda assim o fato de estar ali dividindo noites, dias, dividindo minha vida com alguém com alguém que eu realmente gostava, isso sempre foi de longe o mais importante, com toda a sinceridade, sexo pra mim sempre consequencia, já que nunca consegui me ligar apenas pela carne em si própria, por isso sempre q eu saia com uma garota pela primeira vez se eventualmente eu sentia que a situação apareceria eu já logo evitava não import o proporção da beleza que ela poderia produzir aos olhos, eu acabara de conhecer e eu sabia que era impossível alcançar aquele aquecer das peles juntas ao se acariciarem de uma forma como se os 2 corpos se comunicasem entre si, não nao.
Conforme a sociedade vem trocando os habitos, ou melhor mudando os valores que se dão, o quão valor dão a certas coisas e tbm a que passaram a dar valor.
No texto da Lyja ela menciona a sua revolta diante de certas atitudes masculinas em ocasiões em que se permitem que seus instintos selvagens tomem a sena em seu comportamento, eu não descord de você Lyja, tbm me encomoda esses tipos de atitudes primordiais e Atrasadas, mas tenho uma visão diferente da razão pela qual agem assim, não e pelo prazer de tratar a mulherada como objeto é muito menos eles as veem como o tal, o fator determinante nesse tipo de comportamento ainda é a insegurança, principalmente depois que a sociedade mudou de forma em todos os aspectos após o feminismo e a entrada da mulher como igual e há em dia até um pouco mais eles conscientes ou não se guiam por sermos padrões que eu julgo lastimável, e aquela falha tão grande no ego, e aquelas pequenas atitudes medíocres q ainda acreditam ser a prova da sua virilidade, e aquela ideia q o faz pensar q mesmo sabendo que em uma noite em que peocura por sexo com a esposa, ela não estando disposta seria tamanha indelicadeza qualquer insistência como de fato seria, mas ele não consegue enxergar que se o mesmo ocorre na noite seguinte e ele está indisposto automaticamente é creditado a ELE o papel de indelicado, e ele quando a questão e sexo é tão inseguro q ele não apenas aceita a acusações como se esforça para contorna lá ele se presta a tal papel muitas vezes inconsciente de estar prestantanso tão papel e que sexo se define por prazer multou e não por obrigação e prover prazer a outro, a mulher por sua vez está sempre consciente dessa situação e sabem cada vez mais como melhor tirarem proveito disso, pá infelizmente nos homens em sua maioria estão tão equivocados em como defenderem sua honra através do esforço sexual que não notam ao menos que se submetem praticamente a proclamar que é uma vantagem sua estar junto à sua mulher, como um privilégio proporcionado a ele e não recipro, grande forma de defender sua honra.
Ao começar a me desapontar com a futilidade e a vulgaridade em que o sexo se tornou é bem notável percebber que já não deva ter sobrado um só pingo da nobreza que esse hábito possa algum dia realmente ter tido, e após algumas experiências desagradáveis, sei que a cada dia sexo me faz menos falta, se é que faz alguma, uma relação harmonioza sim eu tenho abstinência disso, pois para mim é uma rotina tão prazerosa quanto pelos atuais valores e altamente improvável de haver alguém com quem construir e é conveniente com a inconveniência em tomar mais riscos se somando probabilidades de pessoas e suas prioridades caraters, princípios que em sua maioria carrega o meu cálculo aponta um risco benefício de 89% de risco com 11%de  chance ao alcançar o benefício.
Eu por muitas vezes optei pelo amor platônico, algumas o amor platônico acabou por se tornar tradicional é real em todos seus seguimentos e eu não preciso de muitos detalhes para que possa concluir que em 6 meses a magia de algo tão bacana q nasceu na forma platônica se tornou o inferno onde os dois, Romeu e Julieta subitamente se transformam em narcisistas psicóticos onde a única razão para que repentinamente acórdão se odiando e forte o sulficiente para ir muito adiante do que a razão pode explicar o motivo é único pelo qual instantâneamente passam a serem rivais e a se odiarem e pelo fato de se tomar consciência que já é emocionante depende do seu parceiro, é eu sei estranho né ?, vc deve estar pensando mas esse também não é o motivo pelo qual os casais se amam tanto, bom. É sim, mas acontece que nessa fase eles estão pensando em quão afortunados são em ter encontrado alguém que torna seu dias tão melho que antes estão grato pelo privilégio que vos foi dado, mas agora isso apenas fazem com que se aterrorizem e se torturem pela sombra de agora q essa é a vida ral eSta consumada, a única outra coisa q o mesmo sentimento possa representar, e a possibilidade ou eminências de ser obrigado a enfrentar uma abstinência brutal pela ocasional ausencia do outro
É estranho somos tão racionais em tantas coisas e tantos de nós continuam a agir assim, eu não sei exatamente porque, mas talvez seja porque no fundo sabemos que não somos confiáveis anyway.











="Lyja"]Tudo bem pessoal?

Puxa, fiquei um tempinho sem entrar aqui, matutando um pouco sobre esse assunto...  envergonhado  Eu confesso que antes de encabeçar um tópico piso em ovos pra ver se não estou falando nenhuma bobagem, ou ofendendo alguém  envergonhado , e claro, peço que me corrijam sempre e façam objeções se acharem necessário, enfim…

Já me desculpo anteriormente pelo tópico ser um pouco longo. Sei que é praticamente impossível a gente escrever num fórum sobre sexualidade sem se expor ao menos um pouco, sem "sair do casulo" como já disseram. Há aqueles que contam sobre sobre suas vidas de forma mais espontânea, outros são mais pontuais no que tem a dizer. Sempre fui relutante com isso, mas a verdade é que tudo isso ajuda a gente não só a se descobrir, como descobrir aos outros, outras possibilidades de ser, de pensar, de sentir, de desabafar e de crescer. E eu espero que nesse nosso espaço democrático, ao participar e demonstrar o que sinto e penso, esteja ajudando de certa forma cada um de vocês do fundo do heart  eu te amo .

Bom, vamos lá, vou falar um pouco do que eu sinto envergonhado , como disse anteriormente me considero uma assexual/demissexual (ultra) romântica. Acho às vezes que minha condição no mundo é tão única e especial que de vez em quando não tem como não bater uma certa tristeza (claro, misturada também àquela alegria de se descobrir de repente um ser um tanto "exclusivo"), por praticamente saber que talvez eu nunca vá encontrar alguém que se sinta como eu. Pra mim, o sexo humano é ele mesmo completamente triste. Triste porque é antes de mais nada um mecanismo fisiológico e ligado ao instinto e ao comportamento animal muito mais do que qualquer coisa sentimental. E não consigo absorver o comportamento do ser humano nessa hora, de sentir tesão pura e simplesmente , de carregar nos genes toda a carga moldada pra agir em prol unicamente da perpetuação da espécie, ou apenas do ato em si. Óbvio que jamais condenaria os literalmente 99% da humanidade por isso, é a forma como a natureza enfim soube agir pra que estivéssemos aqui de certa forma. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é e simplesmente vivo e deixo os outros viverem. Jamais sairia por aí condenando ninguém por sua forma de viver sua sexualidade.

Mas também nunca consegui ver beleza alguma em uma mulher passar "chamando atenção" na rua e um homem olhar afoito, desejando-a feito um pedaço de carne nem que seja por alguns segundos, contorcendo o pescoço com totais segundas intenções. Nem nada de belo nas exigências da testosterona em conduzir o modo de ser masculino, deixando-o no cio 24 horas por dia, nem nada de belo na forma como os homens reduzem a mulher a um objeto, nem nada de belo na forma como eles necessitam afirmar sua masculinidade pelo número de parceiras "gostosas" que já "comeram" , nem nada de belo na  busca da prostituição, na necessidade de imputar sua dominação sobre a mulher de todas as formas em todas as ocasiões, de reduzi-la a feia ou bela. E nem nada de belo no que as mulheres fazem naturalmente ou em certos casos se submetem para atraírem o desejo masculino.
Eu queria simplesmente não ligar pra isso. Mas  me irrita sem querer, me entristece sem querer a maneira como "Deus" fez a coisa toda. É tudo essencialmente tão animal durante o ato, aquela busca natural por dominação masculina, o homem se achando " o bom" , a mulher se achando a "gostosa".  O fingimento do orgasmo, a "propaganda enganosa" dos gemidos em altos decibéis da mulher pra enganar o parceiro e fazê-lo se sentir poderoso, a incapacidade masculina de deixar transparecer alguma emoção profunda, de se entregar e sentir, dentre mil e outras coisas, incluindo sexo casual, swing, etc.

Fora as conseqüências de tudo isso numa sociedade moderna, que ao meu ver teria mais sentido na era das cavernas, quando propagar os genes era um imperativo essencial para a sobrevivência da espécie. Machismo, misoginia, prostituição, traições, etc.  Enfim, eu não consigo "aceitar" a natureza humana, apenas convivo bem com ela.

Como eu disse, não condeno o que cada um faz entre quatro paredes, porque isso é problema dos outros. Mas acho que tenho essa visão porque não sinto o que a maioria sente, não consigo. Eu sou diferente. Eu não consigo conceber a idéia de uma relação sexual sem o sentimento de amor verdadeiro , grandioso e profundo antes. Sim, aquela coisa melada, hiper -lacrimosa, com glitter, com borboletinhas, suspiros, anjos, pétalas de rosas, purpurina, estrelinha, lantejoula, açúcar e afeto. A coisa toda. Os sintomas profundos  da paixão.  Tremores, palpitações, rubores na face. Dias e dias intermináveis, ou anos e anos pensando no ser amado.  Coisa que ao meu ver, existe pouco nesse planeta e cada vez menos.

E isso explica um pouco minha vida nesse sentido.  Nunca sentia nada por ninguém que quisesse algo comigo, ainda que fosse o Brad Pitt,  porque simplesmente não estava apaixonada pra sentir.  Só me apaixonei uma única vez na adolescência por um "ser real"  (um tanto psicopata) e foi uma das piores coisas que já me aconteceram, pois além de não ser correspondida, ainda fui extremamente pisada durante quatro anos.  Não gosto muito de lembrar. Mas depois disso, saí fui para baladas por aí ( na qual não vi graça nenhuma em nada, porque também não sentia nada naquele beija-beija, a não ser vontade de vomitar), e depois me envolvi com uma pessoa e chegamos aos "finalmentes" mas não senti nada de novo porque novamente não estava apaixonada.  O fato é que minha vida ficou permeada de amores platônicos no mais alto nível que isso significa. O Amor que satisfaz sem satisfazer de fato. Que existe mesmo somente através da fantasia, do campo das idéias, da imaginação e da idealização do ser amado. É assistir um filme no cinema e depois ficar com o coração palpitando pelo personagem/ator principal, é assistir um programa sobre decoração e perceber que não consegue mais parar de pensar romanticamente naquele decorador bonitão.  

É um tormento por não ser nada real, e ao mesmo tempo um deleite, acho que só quem passa por isso sabe. E só me faz pensar que se ao menos o mundo fosse feito só de demissexuais ultra-românticos. Se o mundo fosse mais Amor que instinto. Podem me chamar de louca à vontade, não tem problema,rs.  Não sei se assexuais românticos estão mais suscetíveis a amores platônicos, por serem uma forma de sublimação, mas enfim. Foi apenas um longo desabafo, e acho que só poderia postar aqui mesmo, no único espaço no qual me sinto mais a vontade pra falar….[/quote]
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   3/5/2015, 04:02

Lyja escreveu:


Amar um sexual acabaria muito mais comigo. Porque o meu sexo seria uma total entrega num momento de grande amor e intimidade, e o dele seria mera fisiologia, embora ele pudesse "encaixar" o amor nessa história. Porque o "amor" dele estaria ligado diretamente à quanto eu mantenho e cuido da minha aparência e do meu peso, o quanto mantenho minhas partes depiladas e minhas unhas feitas. Porque uma traição da parte dele, não me deixaria brava ou chateada. Simplesmente rasgaria minha alma ao meio por ele ter permitido que algo sagrado , que deveria acontecer única e exclusivamente entre nós dois como uma das maiores provas de amor, fosse sentido com outra pessoa, deixando uma "parte" dele com aquela pessoa pra sempre.  

Mas estou tentando superar essa angústia aos poucos. Talvez um lado "trágico" , desvantajoso da assexualidade ultra demi romântica.

E pois é Lipe de Freitas, eu queria abstrair tudo isso. Eu acho que precisaria comprar uma bata branca e me fantasiar de Padre Marcelo Rossi, pra sentir o Ágape, aquela espécie particular de Amor que TUDO supera e que depende exclusivamente da capacidade espiritual de abstração completa, minha mente em Jesus, em Buda, em Krishna ou sei lá o que pra esquecer.


Achei muito bonito o que escreveu, me lembrei até da minha experiência de amor platônico que depois que se concretizou (fiquei com a moça) fui descartado como um pedaço de lixo quando estava com o sentimento no auge. Realmente a sensação é de ser rasgado no meio, porque era um sentimento incondicional. Para ela foi algo corriqueiro, me parece, fui um amigo com quem ela ficou e não sentiu "química", enquanto para mim foi um pesadelo que ainda hoje tem seus resquícios.

Sobre o Agapé, já tive momentos de me abstrair totalmente do romantismo para sentir um amor místico, interno, e pude sem senti-lo mais de uma vez e é magnífico. Vc se sente bem, pleno, em harmonia com os outros seres e não depende de nada externo para se sentir feliz. Hoje vejo o quanto foi um erro deixar de lado esse estado sereno, esse equilíbrio, para me envolver na fantasia de estar com uma pessoa que na realidade é profundamente diferente de mim, mas que eu acreditava que me corresponderia. Por outro lado, se às vezes penso que teria sido melhor nunca tê-la conhecido, creio que foi uma lição valiosa para o crescimento interno e para aumentar a minha convicção, de forma não apenas teórica, que para sermos felizes temos que nos bastar e amar em primeiro lugar a nos mesmos.




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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   23/7/2017, 05:49

Como eu gostaria de ter lido este tópico antes. Agora estou chegando atrasada demais. Escreveria um bocado sobre tudo do que falaram. Eu entendo. Entendo vocês. Eu realmente escreveria uma bíblia sobre isso. Pena chegar tarde haha.
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MensagemAssunto: Re: Amores Platônicos   

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Amores Platônicos

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